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O segredo é o tempo - por Júlia Groppo

04 novembro 2015
Imagem: tumblr.com
"Há males que vêm para o bem", já dizia a minha avó. Hoje eu vejo o quão certa ela estava. Na nossa vida, coisas ruins vão acontecer constantemente; funciona assim mesmo. Mas, se tem algo que aprendi com meus últimos insights, é que a vida não faz por menos. Tudo que acontece será útil dali um tempo. Uma decepção, uma perda, uma nota baixa naquela matéria que você tanto ama, uma amizade que se perdeu na correria dos dias, uma grosseria logo pela manhã... Acredite, a quantidade de dor sentida no momento será diretamente proporcional à força que você desenvolverá dentro de si, para que consiga enfrentar os próximos desafios. Porque, sim, ainda existirão vários. 
Ao menos para mim, essa força que me pega de jeito a cada dificuldade que enfrento é uma espécie de superação pessoal. Eu olho para trás, enxergo uma Júlia diferente, ultrapassada. Tudo isso se explica, porque a cada aprendizado mudamos um pouco daquilo que levamos dentro da gente. Então eu paro e penso: "Você não esperava por essa, né?" (e sigo em frente). Parece que o peso de viver diminui e a quantidade de ideias acerca do que é a vida, aumenta. 
Sabe qual o segredo disso tudo? O tempo. Aquele que cura toda e qualquer ferida e que transforma a tristeza em evolução. O famoso leva e traz de gente, de memórias e de sentimentos. Ele passa, mas não passa sozinho. A cada segundo, carrega o que tiver que ser levado de nós e, no outro segundo, traz o que precisa ser sentido. Talvez, nesse momento, você aí do outro lado da tela não entenda, mas lá na frente fará muito mais sentido. Eu prometo. 
E então você pode vir me contar. 
Mil beijos,
Júlia Groppo

Tem como deletar?

28 outubro 2015
Destruidora de lares não é aquela pessoa bonita que vive curtindo as fotos no Facebook de quem você ama, não! Quem destrói o lar, o relacionamento, um amor, uma amizade é aquilo que se cultiva dentro da cabeça e que não tem fundamento algum. É aquele ciúme exagerado, fora do normal que corrói por dentro e acaba com qualquer bom humor. É isso que deixa um casal com sentimento abalado. 
A gente se esqueceu de amar de verdade. Se esqueceu de deixar o celular, a internet e a possessividade de lado e realmente enxergar quem anda ao nosso lado, quem deita na cama pra ver filme e faz carinho, quem escuta nosso blá blá blá diário sem cobrar nada. Mas ficamos cegos se o assunto é apontar o dedo na cara da outra pessoa e dizer o quanto ela é idiota por ter olhado pro lado, por ter respondido alguém com algumas exclamações a mais, por ter sido educado com um amigo (a). E qual é o tempo investido no elogio? Cadê os minutos separados pra dizer o quanto você admira quem corre junto e enfrenta tudo? Tá tudo errado, invertido, quebrado, jogado no baú do lado da cama! O amor entrou em extinção!
Corriqueiro mesmo é encher a cabeça de tranqueira, falar besteira, dar patada, ficar de bico. Quantas vezes já não caí nessa armadilha sem noção?! Deixamos pra depois um "eu te amo", mas um "por que você estava online a essa hora" não pode ficar pra depois. Definitivamente. Onde já se viu?!
Gente besta. Eu também já fui besta. Posso cometer esse erro de novo. Infelizmente é nosso mal, que vai sempre estar ali, espiando, esperando a gente vacilar, baixar a guarda. 
Hoje em dia é assim: perdemos amores, mas não perdemos mensagens ou a oportunidade de tirar satisfação. Falamos, quando deveríamos abraçar. Tá tudo errado! Alguém viu o amor por aí? Tem como deletar o ciúmes, a ignorância? Tem como já aprender isso desde que nasce? Cadê a lei que proíbe o ciúmes?

Que a gente saiba, de uma vez por todas, a hora de parar! 
Já chega de perder tempo com coisa que não presta. 

O amor é urgente; tá agonizando, perdido por aí! Tá procurando os verdadeiros gênios, que, ao contrário do que a gente acha, são os que sabem amar de verdade. Agora deixa o celular de lado. Joga o ciúmes no lixo, de onde ele nunca deveria ter saído! Dá um beijo em quem te ama. Manda uma mensagem de incentivo. Seja homem ou mulher, não importa! <3

Por Bruna Gomes

Atrasos e julgamentos - por Júlia Groppo

25 outubro 2015
Imagem: google.com.br
Hoje é o último dia do Exame Nacional do Ensino Médio, mais conhecido por todos como Enem. Já é de praxe que, todo ano, muitas pessoas ao redor do Brasil acabam perdendo a chance de fazer a prova por falta de documentação, atraso, além de outros motivos, sempre muito recorrentes. Mas, algo que também é recorrente nessa época do ano e me causa um tanto quanto de preguiça são as pessoas que julgam esses candidatos. Basta entrar na página do Facebook do G1 para entender do que estou falando. ''Bem feito'', ''Eu acho pouco'', ''Se quisesse fazer a prova, teria saído mais cedo de casa'' e por aí vai... Não sei vocês, mas para mim, esse comportamento do ser humano assusta.
Em 2013, como vestibulanda desesperada que era, cheguei a checar umas cinco vezes se estava com toda a minha documentação, canetas que funcionassem e calculando a todo momento, se o horário que eu tinha combinado com a minha mãe de sairmos de casa, seria o correto para que eu chegasse a tempo. Quando entramos no carro, mamãe disse ''Pegou caneta? Mais de uma, né? Cadê o RG? Água, lanche??? Respira fundo, vai dar tudo certo''. Sorte a minha! Eu tinha pais que me apoiavam e sabiam a importância que aquele exame tinha pra mim, eu tinha carro para ir, uma mãe que se dispôs a me levar e tempo o suficiente para acordar, almoçar e me preparar. Foi aí que pensei: nem todos têm a mesma sorte. Pai e mãe que os levem na porta do local de prova, condições de sair mais cedo de casa, instrução o suficiente para fazer tudo correto. Muita gente depende de carona do vizinho, do ônibus, do metrô, táxi, trem ou bicicleta. Nem todos têm pessoas que os apoiem no dia, diminuindo, um pouco que seja, o nervoso e a pressão absurda que sentimos naquele momento. Podem acontecer inúmeras coisas do caminho da sua casa até o seu local de prova; inúmeras MESMO. O trânsito é imprevisível, sabemos que acidentes acontecem todos os dias e a gasolina do carro pode acabar. Mas, seja lá qual for o problema, ele não te dá o direito de julgar, entende?
Quem já fez o Enem sabe o quão cansativa é a prova e que a única coisa que mais queremos enquanto estamos dentro daquela sala é terminar tudo o quanto antes, sair, respirar fundo e sentir um peso a menos pela prova já ter passado. Tenho pra mim a certeza de que esses candidatos queriam o mesmo, mas, agora, terão que esperar mais um ano para ter outra chance. Então quer dizer que você passa um ano todo se preparando, mas circunstâncias no dia da prova te impedem de realizá-la? SIM. TRISTE, NÉ? Olhando aquelas fotos, só consigo sentir pena e torcer para que, ano que vem, o número de vítimas desse tipo de problema diminua.
Julgar o outro é um dos maiores defeitos que o ser humano carrega e raras são as pessoas que conseguem não fazer isso. Admiro-os, pois sei o quanto me pego fazendo isso e então paro e reflito. E se fosse eu? Comece a fazer o mesmo! Quem sabe até 2016 a gente consegue diminuir o número de vítimas dos ''portões fechados'' e também o número de pessoas que adoram julgar.

Por Júlia Groppo

Eu não te escuto mais

23 outubro 2015
Nossos traumas, definitivamente, não merecem tanto a nossa atenção. 

Foto: Bruna Gomes
Recentemente, passei por uma situação chata envolvendo uma comanda perdida, uma balada e pessoas consumindo nessa comanda perdida. Foi um desperdício de um sábado a noite. De qualquer forma, andei pensando sobre os traumas que a vida pode colocar nos nossos caminhos e acho que esse acontecimento tem tudo a ver. Quantas vezes não nos colocamos na posição de vítimas e simplesmente aceitamos a condição de "sofredores" e prejudicados? É muito mais fácil aceitar, do que passar por cima do problema. Vamos imaginar um relacionamento frustante para alguém e agora essa pessoa, chateada por tudo o que passou, colocou na cabeça que não vai namorar mais ninguém, nunca mais. O motivo? Não confio em mais nenhuma pessoa que possa demonstrar interesse por mim. Ou, vamos supor um possível acidente de carro durante uma viagem de carro. Em muitos casos que envolvem acidentes de carro, coloca-se na cabeça que uma viagem a qualquer lugar que envolva a combinação carro e estrada nunca mais se repetirá.
Mas eu me pergunto: até onde esse tipo de comportamento pode nos levar? Suponho que a lugar nenhum! Apenas ao interior de nós mesmos, martirizados pelo sofrimento de algo que já aconteceu e que pode vir a nunca mais se repetir! Deveria ser proibido raciocinar de tal maneira e, parem para pensar, em quantas vezes já ouviram isso de alguém. Não é incomum!
Nós, embora sejamos influenciados pelo mundo externo ao nosso próprio, temos uma grande porcentagem sobre nossas decisões e sobre o que acontece, em geral, com a nossa vida. Então, por que nos deixamos entrar nesse túnel sem fim que um trauma pode nos levar? Não seria mais benéfico colocar um ponto final em todos os nossos medos e nos jogar em novas oportunidades, que podem nos surpreender de maneiras muito boas? 
A resposta para tudo isso não se trata apenas de um sim e um não. O buraco é mais embaixo! É preciso força de vontade, ânimo, ser grato por ter sobrevivido a todos as dificuldades, mas principalmente, o segredo está em se retirar da posição de vítima. Não é fácil. Que atire a primeira pedra quem nunca se comportou dessa maneira. Não é motivo de vergonha para ninguém! Somos humanos e passíveis de erros, mas também de acertos. É aí que a esperança mora!
Vamos enfiar nossos traumas, nossos medos, dentro de uma caixa e fechá-la de maneira que a gente não se esqueça (isso se chama experiência!), mas sem dar tanta importância ao que nos ocorre de ruim. Um relacionamento ruim sempre vai existir, um sábado furado pode acontecer sem aviso prévio e um carro batido, infelizmente, também. Mas se formos viver com base no que pode dar errado, quando é que vamos abrir as portas para as oportunidades e para os acertos? 
Pensem com carinho,
(estou aqui pensando também, mas vou pensar na balada e com a comanda guardadinha!)
Um beijo,
Bru Gomes

Dividindo nossos pesos (bem pesados)

14 outubro 2015
Foto: weheartit.com

Tem dias que ligamos para o 0800amigameajuda e, se a gente não o fizer, padece um pouco mais. Segunda-feira tive a vontade e a necessidade de ligar para uma amiga, que vejo muito pouco, e convidá-la para jantar comigo. Não sei o que me fez fazer aquilo. Mas vejo nela uma figura tão forte, embora eu saiba de muitos problemas que acontecem na vida dela, que nem pensei duas vezes. 0800precisoconversar. 
Além de querer matar a saudade, queria ouvir suas histórias, para, consequentemente, começar a compreender melhor a minha própria versão da vida. Porque as coisas, às vezes, são assim mesmo. Você não consegue olhar para os seus problemas, entendê-los e tratá-los com compaixão sem a ajuda de outra pessoa. 
Algumas pessoas te ajudam com conselhos, outras te ajudam a levantar do sofá e curtir uma balada, outras vem até você e ficam vendo filmes até que você pegue no sono, que não aparecia há algum tempo. Existem vários tipos de amigas. Essa minha amiga é muito boa em mostrar o que é ser forte. Mesmo rodeada de situações ruins, ela tem a capacidade de ver o colorido de tudo, em tudo. E não é uma maneira forçada de ver a vida. Ela é muito calma e transparece isso. Ontem senti como se ela tivesse colocado um pouco de sua força num potinho e tivesse me presenteado. Percebi que meus problemas não são nada. Nadinha! Que eu reclamo a toa, que eu deixo de viver muitas vezes pensando no que pode acontecer, que tenho muito o que melhorar em mim.
Claro que ela não é perfeita. Ela chora quando está sozinha. Chora tudo o que tem pra chorar, mas reconhece sua humanidade e se permite sofrer um pouco de vez em quando. Por isso liguei para ela. "Amiga, tô precisando de uma luz. Vamos nos ver?" e a luz veio. 
Não precisamos lidar com todos os problemas sozinhos. É como se carregássemos uma pedra gigante nas costas e quando encontramos alguém, esse alguém nos ajuda a segurar a pedra, mesmo que por alguns instantes. São verdadeiros "seguradores" (e eu nem sei se essa palavra existe!). E nós os "pagamos" na mesma moeda: retribuímos com nossos ouvidos, paciência, calma, bom humor. Também retribuímos ao segurarmos suas pedras pesadas e crueis que eles podem estar carregando. É uma troca mútua!
No fim das contas, é tudo questão de colaboração. A amiga precisa de mim e eu preciso da amiga. Não resolvemos problemas, não solucionamos nada, não curamos doenças de saúde nem doenças de amor, mas saímos mais fortes, mais descansadas, pois alguém dividiu os nossos pesos pesados mesmo que por alguns minutos.

Por Bruna Gomes

Politicamente correto é o novo preto - por Júlia Groppo

Foto: weheartit.com

Ontem mesmo estava navegando pelo site da Glamour na sessão Listas da Môni, escrita pela diretora de redação da revista, Mônica Salgado, e me deparei com esse post aqui. ''Top 15 coisas que mostram que eu sou HUMANA'', dizia o título. Mônica me fez parar por cinco minutos, em um dia corrido, para refletir sobre o assunto. Hoje em dia, as pessoas estão muito preocupadas em estarem certas o T E M P O T O D O, não é?! Parece que ter algum defeito é sinônimo de fraqueza, preguiça ou desmotivação, quando, na verdade, defeitos são características intrínsecas ao ser humano. Ai de quem sentir ciúmes do namorado(a), é porque não confia o suficiente e não sabe viver um relacionamento moderno. Coitado daquele que emanar ''energias ruins'' em um dia difícil de sua vida, não servirá para ficar perto de muitos, já que não vai agregar muita coisa. Tenho pena mesmo daquele que admite ser intolerante, sentir raiva de quem ama e também ter inveja de fulano ou ciclano, pois, segundo essas pessoas, esse certamente é o ET que não merece estar entre nós. Será mesmo?
Admiro pessoas que simplesmente se aceitam e não tentam estar certas 100% do tempo. ETs somos nós, ao fingirmos a perfeição, quando, na verdade, ela não existe. Que preguiça dessa galera que acha que é errado ter defeito. Isso não te torna uma pessoa ruim ou desmerecedora de algo, pelo contrário, nossas sombras que nos perseguem fazem parte do que somos. O segredo, acredito eu, está no equilíbrio entre nossas qualidades e nossos defeitos.
Imaginem só se eu tivesse que me esforçar para esconder meus principais defeitos - que, às vezes, são também grandes características que me tornam mais humana e, quem sabe, única. Falar demais e muitas vezes não saber escutar quem precisa; ser desesperada e não conseguir enxergar uma situação tal qual ela é, mas sempre pior; ser imediatista, e me esquecer que, na vida, muita coisa só vem com o tempo; ser ''oito ou oitenta'', sem lembrar que equilíbrio é a palavra chave para que as coisas funcionem; cobrar demais de mim mesma, sem pensar no quão mal isso pode me fazer (e faz). Eu passaria a minha vida toda tentando escondê-los, mas sem sucesso, porque, no fim das contas, esses sentimentos precisam ser colocados pra fora para que sejam superados.
Como a própria Mônica diz: ''cansei muito desse politicamente corretismo que tomou conta do mundo''. Bate aqui, Môni! É importante sermos quem REALMENTE SOMOS da janela pra fora também.
E você? O que te torna humano?
Beijos, beijos
Júlia Groppo

O oxigênio para a alma - por Júlia Groppo

09 setembro 2015

Foto: Júlia Groppo
Quem me conhece de verdade, sabe do meu amor pelos livros. Quer me deixar feliz? Me indique algum bom, me leve para passear em uma livraria nova ou então me informe sobre os bazares que vão acontecer nos próximos finais de semana. Livros por apenas cinco ou dez reais? Custo-benefício dos bons. Sebo? Para mim, é point! Dentre as coisas que mais me fazem feliz, está um bom livro. Dentre os meus programas preferidos, ouso dizer que um dia chuvoso, um chocolate bem quente e uma cama desarrumada é o que me convém. A cama, provavelmente, continuará desarrumada. Mas, dentro de mim, as coisas farão muito mais sentido.
É nos livros que encontro minha calmaria, algumas das respostas para as minhas perguntas e também conselhos de ouro. É também nos livros que me identifico com personagens, me perco dentro das histórias e acabo me encontrando nos conselhos de Martha Medeiros à Zygmunt Bauman. Cada livro é único, mas há inúmeras interpretações que podem ser feitas de uma mesma obra literária. Aí que está a beleza: um livro pode ter diferentes significados para cada uma das pessoas que agarram a chance de se aventurar por cada página. Um livro pode também ajudar as pessoas de formas completamente diferentes. A história nunca muda. A perspectiva sobre ela, sim.
Um livro vive com você. Carrega as marcas do café que você derramou num dia difícil e desastroso e também tem um capítulo todo defasado devido à chuva que você tomou naquele dia de correria. Ele estava lá, debaixo do seu braço, quando você recebeu uma notícia incrível; estava na sua bolsa enquanto você realizava uma entrevista de emprego e também permaneceu por muito tempo na sua estante, embelezando o seu quarto, o seu viver e a sua vida. Ele já te fez perder a hora de um compromisso, pela ânsia de terminá-lo; já te ajudou a distrair a cabeça num dia complicado. Você pode olhar em volta e não enxergar ninguém por perto, mas se estiver acompanhado de um bom livro, jamais estará sozinho de fato. Muitas vezes, um livro pôde me entender e me ajudar bem mais que as pessoas.
Em minha humilde opinião, a vivacidade é diretamente proporcional à quantidade de espaço que um livro tem em sua vida. Um em especial, vários de uma vez, um trecho por dia. Ler deveria ser como respirar, só que com os olhos, cabeça e coração. Ambos BEM abertos - cada qual a sua maneira.
Eu leio, tu lês, ele lê. Logo, eu vivo, tu vives, ele vive.
Beijos, beijos
Ju Groppo

O início do fim - por Júlia Groppo

03 setembro 2015
Foto: Bruno Fini
Não consigo acreditar que já estamos em setembro. É nesse momento que minha ficha cai de que mais um ano está caminhando para o seu fim. E não, não estou sendo dramática. Apenas pensem comigo: oito meses inteirinhos já se foram. 
É nesse momento também que paro para analisar tudo o que aconteceu em minha vida: o que vivi e o quanto isso me fez crescer, as pessoas que passaram por mim e decidiram ficar por aqui e também aquelas que passaram e se foram, num lapso de vivência e aprendizado que compartilharam comigo. Pequenos momentos, poucas pessoas e coisas pequenas que podem transformar uma vida. Essa também é a hora de refazer a lista de metas, vibrar por aquelas que já foram cumpridas e levar um empurrãozinho daquelas que ainda estão estagnadas, esperando por você até o dia 31 de dezembro. Vale também acrescentar coisas que você jamais imaginaria ter vontade de realizar. Durante a caminhada podemos mudar de direção e desejar coisas diferentes, loucas e absurdas, mas jamais impossíveis!
Preciso confessar que também é nesse momento que bate um desespero, algumas dúvidas e até uma certa vontadezinha de voltar para aquele dia que você fez uma burrada que poderia ter sido evitada. Mas, ei, se tem uma coisa que eu acredito é que C A D A uma das nossas ações - mesmo (ou principalmente) as pequenas - traçam o nosso caminho por completo. Explico: mesmo nossos erros nos levam para lugares que precisávamos ir, sem que saibamos disso.
Neste momento, também, me sinto exatamente como na foto: já andei com muitos tropeços, confesso, mais da metade do caminho, porém ainda há muito o que viver até pegar em mãos, novamente, minha lista de metas. Se tudo der certo, brindarei ao som dos fogos de artifício que 2016 chegou e eu pude ter a sorte e a força de vontade de cumprir tudo aquilo que meu coração desejou para 2015. Percebem na foto que não consigo ver para onde o caminho que traço irá me levar? Da medo, né?! Mas também causa uma curiosidade tremenda, que não posso deixar de lado. Estou pronta para encarar o que me espera bem ali, do outro lado!
Setembro chegou um pouco demorado, porque tive a impressão que agosto durou muito mais do que 31 dias. Mas tenho pra mim que ele fará a espera valer a pena. E vocês?
Beijos, Beijos
Ju

Pequenas vitórias pessoais

25 agosto 2015
Foto: Bruna Gomes / Instagram: @blogdabru
Quando o assunto é falar sobre amor próprio, a conta é simples na cabeça de gente hipócrita: tudo e, absolutamente, todos devem vir antes de nós mesmos. Mas, para mim, não é bem assim que funciona. Quer dizer, não no dia a dia. Claro que temos que ser gentis, propagar a empatia, evitar o egoísmo; e muito mais do que somente esses três passos para ser uma boa pessoa. Só que eu vivo me perguntando... E se eu quisesse em algum momento torcer por mim mesma? E se eu quisesse dar uma "pausa" momentânea em ser boa apenas com os outros e quisesse vestir a minha camisa de vez em quando?
Acho que, em partes, é assim que a vida funciona. Precisamos dosar e saber pensar com carinho em como nos incentivar, em como vibrar pelas nossas próprias vitórias, em como ficar orgulhosos pelos nossos próprios pequenos e grandes passos dados na vida. E tudo bem não ficar vibrando e torcendo só pelos outros. Na relação eu e eu mesma, vocês e vocês mesmos, nós e nós mesmos, vale uma dose extra de amor próprio de vez em quando! É necessário guardar alguns tíquetes do elogio para você mesmo de vez em quando e é super saudável.
Percebi isso enquanto passava mais um dia de produção do meu trabalho de conclusão de curso, uns dias atrás. Quando consegui escrever mais de dez linhas (o que antes parecia inalcançável), pensei: BOA, MENINA! MANDOU BEM! VAMO, TIME!!!!!! UHUL!
Boba? Sem a menor margem para dúvidas! Mas eu não liguei! Eu torci por mim mesma durante alguns minutos do dia e só pensei em quanto eu sou capaz, em quanto eu posso/quero/consigo e as palavras foram escorrendo dos meus dedos e as pesquisas na internet que eu não estava encontrando foram aparecendo na tela do meu computador e eu notei que as coisas estava realmente fluindo!
Então, se você é uma pessoa de bom coração e ama ajudar e se dedicar aos outros, continue assim! Mas aplique um tempo a analisar suas ações e seus pensamentos (e até a sua conduta), procure melhorar e comemore quando tiver alcançado algum objetivo que você se auto impôs. Você não estará sendo egoísta, você não poderá ser tachado de cretino, NÃO! Você estará, apenas, sendo maravilhoso com você mesmo!
Se você é estudante, trabalhador, mãe, pai, tudo isso ao mesmo tempo: parabéns! Você é seu próprio herói e se você não perceber que é com seus próprios músculos e força de vontade que você chegou aonde está, então, meu amigo, ninguém fará isso por você!
Vamos integrar o time do próximo, dos amigos, da família, mas antes de tudo, que a gente seja capaz de ser o capitão do nosso próprio time! Vista sua camisa! Dessa forma, você estará se fortalecendo para ser capaz e para se doar muito mais ao outro.
Vamos nos amar mais <3
Com muito amor por vocês também,
Um beijo,
Bru Gomes

Desabafo de uma vida (pseudo) adulta - por Júlia Groppo

19 agosto 2015

Imagem: google

Não, não existe um manual exato, uma macumba certeira e nem mesmo reza de vó que ajude. Decidir a profissão dos seus sonhos requer muita caminhada, experiências e crescimento. Com 17 anos, a gente acha que sabe de tudo, mas, meu caro, a gente não sabe é de nada! Sortudos são aqueles que, já no colegial, optam por uma carreira e acabam seguindo no ramo pelo resto da vida mesmo. Sortudos ou nem tanto, porque é bem legal também ter a possibilidade de mudar de ideia rs. Mas, conheço gente que troca de faculdade muitas vezes, ou então, se forma em algo e passa a trabalhar com coisas completamente contrárias. Amigos, amigos de amigos, namorado de amiga, professores, nossos pais... Todos já passaram por isso. É ERRADO? Claro que não! Explico: com 17 anos, não sabemos definir se gostamos mais do vermelho ou do azul, que dirá o que queremos pro resto de nossas vida, não é mesmo?!
Quando você entra na faculdade, descobre um mundo novo e totalmente diferente daquele que estava acostumado. E não, não me refiro às festas e à bagunça, mas sim ao belo tropeço que damos na vida adulta, nas grandes responsabilidades e na pressão em encontrar um estágio. É nesse momento que você descobre porque sua avó dizia ''Meu filho(a), aproveita enquanto é criança, depois a coisa aperta''. E COMO, NÉ, VOVÓ? É também nesse momento que você entende que a pressa em descobrir o que você quer ser na vida, já no colegial, é perda de tempo. Você mudará de ideia diversas vezes; pode até mudar de curso, de faculdade ou nem chegar a trabalhar com aquilo em que você se formou. O importante nessa caminhada é ir se descobrindo aos poucos, porém sem pressão, estresse ou nervoso. Faça cursos, fique um tempo fora do país, participe de palestras, encontros, workshops e você entenderá que não devemos -e nem precisamos- nos limitar. 
Aproveitem a quantidade de conteúdos disponíveis online, valorize as oportunidades que os pais de vocês lhes dão, mas saia da sua zona de conforto! O mundo lá fora é bem mais bonito e ele vai te transformar -para melhor- se você estiver disposta a enfrentar as mudanças. E, no final, quem sabe você consegue decidir ''o que quer ser na vida''.
Não há um manual a ser seguido. O que temos são nossas vidas, dias seguidos uns dos outros e muita coisa pela frente. Não existe ''vida certa''. Existe ''vida nossa'', e essa, cada um constrói a sua. Sem pressa, sem pressão, muita paciência e persistência, ISSO SIM.
Boa sorte aos vestibulandos de plantão e também aos meus amigos, que ainda não sabem dizer porque escolheram a faculdade que estão cursando! A vida é assim mesmo, gente: uma eterna descoberta.
Beijos, beijos
Ju

Os meus, os seus, os nossos - por Júlia Groppo

26 julho 2015

Todo mundo tem, mesmo que não tenha conhecido. Todo mundo adora, mesmo que às vezes reclamemos do quanto se preocupam conosco. Todo mundo já emprestou deles o dinheiro, o casaco que esqueceu num dia frio ou o chinelo quando foi passar as férias em sua casa. Todo mundo já pediu um bolo de fubá – ou de cenoura – e também já os acompanhou em bingos. Já dormimos na casa deles, já aproveitamos que os pais não estavam por perto pra fazer coisas que só eles mesmo nos deixam aprontar. Já fomos cuidados por eles enquanto nossos pais precisavam ir atrás de botar comida na mesa. Agora, somos nós quem retribuímos o carinho e o cuidado, quando eles voltam a ser criança e perdem a noção do perigo – e do tempo.

É o toque leve, a melhor receita de doce, o abraço que acalma, as brincadeiras que nunca esqueceremos, a oração que tem mais força, o ‘’ eu te amo’’ que tem mais valor pro coração. São os sábados ajudando a lavar o carro, os domingos preparando o almoço e as ligações durante a semana pra matar a saudade. Amor de vô e vó, olha, eu não troco por outro. Esse amor puro, inocente e que ultrapassa gerações. Um amor que desconhecemos de onde vem a dimensão, porém podemos provar dela todos os dias.

Aos meus avós, que me ensinaram a ser alguém melhor. À minha Vó, que me ensinou a importância de Deus, a receita do seu bolo de cenoura e como ajudar ao próximo é importante; ao meu Avô, que sempre soube tirar sorrisos de orelha à orelha de mim com suas brincadeiras e confusões. Já abraçou os seus hoje? Aproveita e já abraça todos os dias que puder, por toda a semana e também pelo resto da vida. Quem dera se fossem eternos, né?

FELIZ DIA DOS AVÓS!


Ju. 

Amizades de segundas-feiras - por Júlia Groppo

20 julho 2015

20 de julho de 2015. Segunda-feira. Quem diria que um dia tão especial seria comemorado no considerado ‘’pior dia da semana’’?! Mas amizades são assim, têm altos e baixos como as segundas-feiras, algumas são tão chatas quanto as terças - mas mesmo assim não ficamos sem -, outras, intensas como as quartas, quando chegamos ao meio da semana e ainda temos milhões de coisas para resolver. Tem as amizades quintas-feiras, quando ainda não é fim de semana, mas a diversão é garantida. Tem os amigos sextas e sábados, aqueles que nos tiram o fôlego, dividem o vinho, os segredos e o guarda-roupa e ainda nos fazem chegar em casa às três da manhã. E ah, tem as amizades domingo. Bom, essas são aquelas que nos convidam a refletir, olhar para dentro e aprender. Querem saber?! São as minhas preferidas. Mais que compartilhar momentos bons e dividir uma vida, um amigo é aquele que nos convida a olhar para dentro de nós mesmos, pensar sobre quem somos, quais atitudes temos tomado e nos lembram, a todo momento, quem eles sabem que queremos ser. Aquele amigo que te bota no eixo, quando você resolve dar uma passeada pelas confusões desse mundo. Lembrou-se de alguém? Então, sinta-se sortudo. Assim como os dias da semana - que nos são dados como um presente - são as nossas amizades. Apesar de a segunda-feira ser difícil, por suceder os finais de semana, é tão necessária quanto. Segundas são para recomeços; terças são apenas para serem vividas; quartas são para planejar, quintas são para nos divertimos; sexta e sábado são para nos perdermos pelas cidades; domingos? Domingos são para nos perdermos dentro de nós.
Um amigo é uma mistura de segunda com quinta, com uma pitada de sexta, que resulta num domingo. Obrigada a vocês, sim, vocês que estão lendo esse texto e sabem o quão importantes são para mim, por tornarem os meus dias muito mais intensos, as segundas bem mais leves e os finais de semana uma loucura triplicada. Obrigada por serem domingos em minha vida e me ajudarem a olhar para dentro e lembrar quem é a Júlia de verdade.
Feliz dia do amigo! Pros que são e pros que, eu sei, me esperam por aí, perdidos no calendário, em outras cidades, em momentos futuros. Feliz dia de segunda a segunda.
Ju.

Coloca o mundo no mudo e escute o seu coração - por Júlia Groppo

10 julho 2015

Tenho me deparado com muitas mentes confusas e rostos tristes por aí. O que está acontecendo com as pessoas? Me pergunto se o problema está no café sem açúcar que tomaram logo pela manhã ou se a culpa é do chefe. A culpa sempre é do chefe. A culpa é da má sorte, do colega de trabalho, da fonte que furou, do ex-namorado (a) que voltou a te ligar ou até mesmo dos pais, que não te deixam ser livre; a culpa nunca é da gente, né? Veja bem, meu caro, a culpa é SUA, sim, a culpa é NOSSA! Pare um minuto e analise sua situação atual: pense nos amigos que você tem, no seu relacionamento, no trabalho que você encara todos os dias, na relação que tem com sua família e na sua rotina. Você está aí porque foi assim que você escolheu viver; você está aí porque suas escolhas o fizeram chegar nesse lugar. Ta, Ju, mas porque você está dizendo tudo isso? Bom, vamos lá.

Sou do tipo que adora analisar – no melhor dos sentidos - as pessoas, as paisagens, as relações humanas, a sociedade, o mundo. Essas minhas análises têm me rendido boas conclusões acerca de como vivemos. Quer saber uma delas? As pessoas estão se esquecendo de viver a vida que sonharam; as pessoas estão trocando seus sonhos pelas vontades que a sociedade espera que satisfaçamos. Você não pode viver partindo do princípio do ‘’certo alguém vai gostar’’, ‘’outro alguém vai reconhecer’’, ‘’aquele outro vai sentir orgulho de mim’’; você não pode fazer as coisas esperando, imediatamente, que algo venha em troca, e, em hipótese alguma, faça algo esperando que te aplaudam. Se for assim, você corre o risco de se frustrar muitas vezes e, mais uma vez, acabar desistindo daquilo que acreditava e mudando a direção dos seus sonhos novamente.

P A R E. Você, aí do outro lado da tela, mais que ninguém, sabe aonde quer chegar, sabe as pequenas e grandes coisas que te fazem feliz. ‘’Então porque eu não consigo?’’; porque tem várias vozes para as quais você dá espaço, deixando que falem mais alto que o seu próprio coração! Quem disse que precisamos estar o tempo todo apaixonados para que, de fato, sejamos felizes? Quem disse que temos que sair da escola com nossa futura profissão decidida? Quem disse que preciso ficar bem apenas quando grandes coisas acontecem, ao invés de dar valor às pequenasQuem disse que uma amizade não pode acabar? Quem disse que não podemos largar o emprego e mudar de vida? Quem disse que não podemos errar com alguém que amamos? Quem disse que não posso mudar de ideia? Quem disse que devo me ajustar a algum grupo? Não, não e não. Até disseram, disseram isso e MUITO mais – e vão continuar dizendo – mas você, a partir de agora, vai ouvir o SEU coração, e sabe o porquê? Nele está o segredo do seu sucesso – enfatizando: SEU sucesso, o qual você deve a si mesmo e conquistou da sua maneira, lutando e abrindo mão de coisas que só você mesmo sabe. O reconhecimento da família, dos amigos (verdadeiros), do namorado (a), do chefe e da vizinha vem como um acréscimo, me entendem? Quando você esta bem consigo mesmo e fazendo o que gosta, os elogios, os benefícios, o reconhecimento e todo o resto vêm como forma de acréscimo, mas não algo totalmente necessário à sua felicidade.

Viver a vida dos seus sonhos e criar suas próprias paixões – desde um céu azul numa segunda-feira até aquela banda que te inspira – é o meu conselho de hoje. Os perigos para aqueles que não têm paixões nessa vida são bem grandes. Tenho paixões dentro de mim que tornam meus dias mais adoráveis, mesmo que nada tão grandioso aconteça. E você aí, quais são suas paixões? O que você tem feito para tornar seus dias mais felizes? Você tem escutado o seu coração ou todo o discurso pronto que os outros têm dito pra você? Já faz um tempo, escolhi viver a vida DOS MEUS SONHOS e, olha, tem dado certo =) Aos pouquinhos, as coisas vão acontecendo e você percebe que o erro estava em deixar que os outros te dissessem o que fazer, como pensar e por onde começar e, meu amigo, isso só quem sabe é você. Corre que ainda da tempo, viu? Você pode ter esquecido seus sonhos na gaveta, ter enganado a si mesmo criando outros por medo ‘’do que os outros iam pensar’’, mas eles ainda estão lá, esperando por VOCÊ!

Beijos, beijos

Ju.



Mais qualidade, menos quantidade

17 junho 2015
Foto: Jessica Passari (Instagram: @blogdabru)
Em tempos de internet, velocidade, megabytes, dias que parecem ter menos que 24 horas, saber puxar o freio é privilégio. Falo isso porque, ultimamente, percebo uma ânsia, impregnada em tudo e em todos, de querer sempre mais, mais e mais. Quero enfatizar esse comportamento especialmente no ato de ler um livro, embora ele esteja em todos os aspectos de nosso cotidiano. 
Em minhas "andanças" pelo Instagram, percebi que as pessoas que gostam de ler querem ultrapassar metas, querem devorar livros em menos de um dia, mas o pior de tudo é querer mostrar ao mundo virtual a quantidade absurda de livros que se leu em, apenas, um mês. Claro que acho benéfico ler muitos livros. Não vou ser hipócrita. Tanto aqui, quanto em outras redes sociais, eu mesma incentivo a leitura. Mas será que a quantidade importa mais que a qualidade? E não digo qualidade no tipo da leitura, e, sim, na maneira que ela é feita. 
Estamos tão empenhados em chegar à última página, que nos esquecemos de senti-la, de saborear aquelas palavras que descansam perfeitamente nas páginas de um exemplar. E me incluam nessa! A "bronca" serve para mim também! Ainda que eu leia muito para conseguir abastecer o blog com conteúdo, ainda que eu queira levar o blog a sério e quem sabe elevar o nível dele para que possa trabalhar somente com ele um dia. Mesmo assim. Será que eu mesma sei como aproveitar a leitura e absorver o máximo que ela consegue me proporcionar? Até onde a velocidade nos ajuda e até onde ela pode prejudicar?
Muitas vezes me pego lendo e pensando em outras coisas ao mesmo tempo. Então, sei que é nessa hora que devo parar, respirar fundo e ponderar: esse é mesmo o momento certo para continuar a leitura? Ou será que devo sair, dar uma caminhada, cuidar da casa, tomar um banho, ver TV, bater um papo com a vizinha, respirar ar puro?
Para mim, ler é precioso. Ter um livro em minhas mãos é luxo. Um luxo que poucos podem ter. Um luxo que seus pais ou, em alguns casos, você mesmo lutou para conseguir. Veja bem; analise a situação com outros olhos. É legal ter foto nas redes sociais, mas será que é mais importante mostrar a quantidade de livros para seus amigos ou, talvez, falar um pouco sobre cada um, indicar com cuidado, e ler de verdade um livro. Porque a leitura não é apenas bater o olho no que o autor colocou lá. É refletir sobre o que foi lido, ponderar, reler trechos, fazer ligações com outras leituras e vivências, sentir o cheiro do livro. É fazer um chá, sentar em algum lugar confortável, é sentir os braços, pernas e cabeça relaxados. 
Prestamos menos atenção em nossos movimentos e perdemos algo essencial: aquela boa sensação de viver bem. Se vai ler, sinta como tudo está no lugar. Ajuste sua cabeça para entender e perceber que esse é o seu momento. E esqueça a quantidade. Ler 10 páginas prestando atenção é melhor que ler 70 e continuar sem saber do que se trata. 
Pensem nisso e aprimorem o ato da leitura!
Um beijo,
Bru Gomes

Cheguei! - por Julia Groppo

06 maio 2015


Vou confessar: comecei esse post umas cinco vezes; lia, relia, apagava metade e, quando menos esperava, já tinha começado tudo outra vez. Acho que isso aconteceu porque o novo sempre me assustou. Ao começar novas fases, relacionamentos e ciclos, me via tremer, o coração acelerar e a ansiedade chegar a um ponto que me fizesse querer voltar pra trás. É claro que, na maior parte das vezes, eu não deixei o medo vencer. Com essa nova porta que, graças a Bru, surgiu na minha vida, não foi diferente. Mas, há algum tempo, ando impedindo esse medo de sequer chegar perto de mim. Foi aí que parei, respirei fundo e pensei ‘’se eu não fizer aquilo que eu realmente quero, não vou ser a Júlia que conheço, não vou mostrar a todos aquilo que eu realmente sei e que quero compartilhar’’. Quando o novo chega, ele quer espaço para se encaixar na sua rotina, ele quer que você esteja aberto para sair da sua zona de conforto e se jogar numa oportunidade que pode render bons frutos alguns quarteirões depois. Claro, é tão mais fácil virar na primeira esquina que a vida coloca na nossa frente, pegar uma rua de mão única e sequer precisar usar o para-brisa, já que o tempo está completamente limpo; mas, convenhamos, essa não é a melhor escolha, apesar de ser a mais simples.
Quando eu e a Bru nos encontramos pela primeira vez, logo de cara percebi que ela não era daquelas que escolhe a maneira mais fácil. Logo, me identifiquei; minutos depois, senti que nos daríamos bem de uma forma que nos acrescentaria não só numa amizade que ali vi nascer - mesmo essa sendo a minha parte favorita - mas também de uma forma profissional, em que uma pudesse contar com a outra para crescer. Quando ela me fez o convite, apesar do tal medo tentar surgir, eu não pude deixar de pensar no quanto isso seria bom, tanto pra mim, quanto pra ela.
Além disso, não poderia deixar de falar logo no meu primeiro post sobre o que me aproximou da Bru e sobre o que me trouxe até aqui, que é o que eu escolhi ser na minha vida: jornalista. Mas como eu cheguei ao Jornalismo, vocês me perguntam. A única certeza que eu tinha no ensino médio é que queria um curso que me permitisse viver algo novo todos os dias e que me desse a oportunidade de lidar com pessoas diferentes. Fui pega de surpresa no meu segundo ano, quando imaginava ser diversas coisas ao mesmo tempo, até que o jornalismo me encontrou e eu me encontrei nele. Poder ter voz perante o mundo e dar ao mundo voz suficiente para ser ouvido sempre foi algo que me encantou na profissão, e, mais ainda, poder compartilhar com os outros minhas experiências e o que eu sei de verdade sobre a vida, até agora, faz meu coração bater mais rápido, sem dúvidas.
Cursando meu segundo ano de Jornalismo na PUC-Campinas e há 19 anos me perdendo por aí pra me achar, quem sabe um dia, é que me esforço para ser uma jornalista de moda e é como venho convidar vocês para me acompanhar nessa nova jornada. Toda quarta-feira, vocês vão encontrar posts meus aqui no Blog da Bru sobre moda, jornalismo, livros, cinema, gastronomia, além de outros assuntos que tem tudo a ver comigo, com a Bru e com VOCÊS. Onde vou chegar a partir daqui, só Deus é quem sabe, mas se eu me esforçar de verdade, sei que meus sonhos – tão sonhados (e quem me conhece, sabe que às vezes é até preciso por os meus pés no chão) – vão se realizar. E eu espero, de verdade, que a Bru possa estar comigo para, no futuro, estourarmos uma garrafa de champanhe e lembrarmos como tudo isso começou.
Então, que tal embarcar comigo nessa rua de mão dupla, onde aprenderemos uns com os outros, podendo encontrar pelo caminho muita chuva, carros na contramão e um trânsito daqueles? Não será o caminho mais fácil, eu garanto, mas nunca fui de gostar do jeito mais simples; o legal nessa vida é ser desafiado não só pelo mundo, mas enfrentar os desafios que você impõe a si mesmo. Eu me desafio. Vocês embarcam nessa comigo?
Beijos,
Julia Groppo

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Ele não era o cara certo, passarinho!

13 outubro 2014

Você sabe, passarinho. Ele não era o cara certo. Não era ele que me levaria para jantar em um sábado à noite, nem era ele que saberia me fazer dormir como você sabia. Entende o que eu quero dizer? Não busco você em outros abraços, mas busco aquele sentimento que eu tinha quando estávamos juntos. Aquilo era felicidade e eu não quero menos do que isso quando estiver com outra pessoa. Meu passarinho, por onde anda minha cara metade? Será que ela existe mesmo? Quem será que vai me proporcionar aquele friozinho na barriga e quem é que vai me fazer rir até eu ficar sem fôlego ou sonhar ou flutuar? Não era ele e eu tenho certeza disso. Aquele cara dos olhos escuros, cabelos castanhos, de sorriso fácil, me levou para onde eu não queria ir. Ele me levou para dentro de mim. Vi que sou seletiva demais, exigente, que não quero um relacionamento qualquer. Isso é bom, não é? Foi você quem me ensinou a ser assim. Foi você quem me disse para estar ao lado de quem pudesse me fazer realmente feliz. Mas, de qualquer maneira, ele não era o cara certo. Procurei aquilo que eu desejava encontrar em cada curva daquele homem, em cada olhar, até nas palavras. Revirei, busquei, baguncei, tirei tudo e guardei de novo, mas não foi possível encontrar. Era como se alguém lá em cima, tipo um narrador da minha história, tivesse me mandado um aviso. Um não. Vários. E, tivesse feito isso até eu captar a mensagem. Passarinho, eu não quero mais procurar. Me cansei. Resolvi pegar o meu livro, sentar de baixo de uma árvore, comer alguma coisa gostosa e esperar. Mas não esperar alguém, como uma criança espera o Papai noel no dia 24, ou algo do tipo. Decidi que vou semear meu jardim, regar, cuidar com carinho e deixar que ele apareça. Se um dia ele aparecer, meu bem, estarei com um buquê lindo nas mãos e uma flor cor-de-rosa delicadamente presa nos cabelos. Ele vai se apaixonar. Vai sim, passarinho. Vai ficar bobo, vai se perder nas palavras, vai parecer um adolescente. E eu vou amar cada escorregada que ele der e todas as palavras que ele tentar unir para me fazer dar risada. Vou amar tanto quanto amei você e nada mais. Eu e ele seremos tudo o que um dia nós dois, eu e você, meu amigo, quisemos ser. Deixaremos de lado algumas bobagens e cometeremos muitos erros iguais. Vamos até sair para jantar de vez em quando. Mas eu vou me apaixonar, como me apaixonei por você. Você me ajuda, passarinho? Olha por mim daí de cima da árvore? Cuida de mim e do meu jardim e me faz companhia enquanto ele não chega. 

Mas eu sabia desde o começo... Ele não era o cara certo, passarinho.

As raízes de tudo isso

15 setembro 2014
Muitas pessoas vêm me perguntar "como você consegue ler tanto?", ou "de onde você tirou toda essa vontade para ler?", ou, até mesmo, "como faço para ler como você?". O que eu passei a refletir depois de muitas perguntas como essas serão mostradas neste texto e, acredite, nada é por acaso. Comecem a ler o texto com esta frase piscando na cabeça: nada, nadinha, nadinha mesmo, acontece sem querer, sem esforço. NADA é por acaso. Não foi em um instante qualquer que fiquei louca por livros, não foi de repente que Machado de Assis começou a escrever brilhantemente. Um monumento/obra não se materializou levando o nome de Oscar Niemeyer. Não. Todos nós temos que fazer um esforço, uma caminhada para chegar onde queremos. O meu hábito de leitura não é e não foi diferente. 
Vejam bem... Quando eu era criança, aos 4 ou 5 anos, não queria livros de presente. Eu gostava deles, claro, porque eram divertidos e tinham figuras legais. Mas eu queria mesmo eram os brinquedos. Como uma filha única mimada, às vezes, eu chorava na loja, pois queria todas as Barbies da prateleira. Odiava ganhar roupas e só queria saber de brincar, rabiscar, inventar. E é aí que vem o ponto importante de tudo isso. A minha família, como muitos sabem, foi parte fundamental para que eu crescesse e gostasse tanto de ler. Foram eles, meus pais e avós que plantaram a sementinha, que delicadamente deixaram que o amor pelas palavras fosse entrando em mim. Não posso deixar de citar os colégios em que estudei: Objetivo Sorocaba e Uirapuru. Me lembro bem ao entrar no Objetivo, depois de estudar no Uirapuru, e ter escrito um livrinho em sala de aula. Não me recordo exatamente o nome da professora incrível que aplicou o exercício em nós, crianças do pré, mas sei o quanto isso me deixou empolgada. Em cada dia dessa atividade, tínhamos que continuar nossas historinhas e fazer, ainda, a ilustração. 
Outro fator fundamental foi a criatividade do meu avô, um senhor de tantos anos e tantas boas ideias. Certa vez, o senhor Newton Gomes (do bigode branco e cabelo de algodão) chegou com um baú de madeira e uma folha impressa com as palavras Baú dos Sonhos. Com uma cola, intitulou aquela caixa velha e criou um portal para um mundo mais colorido e divertido. Podem rir, mas eu e meus primos passávamos horas brincando com os óculos velhos, sem lente, com os fantoches de pano, com os livrinhos infantis que ele deixava lá. Esperto esse meu avô. Fez o milagre que hoje só os ipads e celulares conseguem fazer com as crianças. E a gente não era fácil não! Subia em tudo, fuçava tudo, brincava na cozinha, deixava tudo de pernas para o ar. E como nós brincamos! 
Tudo isso, todas essas pequenas histórias sobre a criança que um dia eu fui -e que, vira e mexe, aparece para dizer um oi- fizeram com que hoje eu seja uma leitora compulsiva (sem o lado negativo da palavra!). Porque, sim, eu leio diariamente e, se não houvessem outros compromissos, eu leria mais. Coitada de mim, quando eu achava que, se não tivesse um namorado, estaria sozinha... Nunca estou sozinha! Com meus livros tenho, no mínimo, um personagem por obra. Nunca, nunca, nunca estou sozinha. Hoje sei bem disso.
Foi por causa de JK Rowling que eu me apaixonei pelo Rony Weasley; foi por causa de Meg Cabot que me apaixonei pela Mia e por Genóvia; Foi por Machado que eu virei advogada da Capitu. E por aí vai... Os benefícios foram, e continuam sendo, muitos! Entenderam de onde vem tudo isso? Esse blog, minha biblioteca, meu Instagram, minhas horas trancadas em casa, minhas faturas do cartão de crédito, minhas passagens pela livraria Cultura, as horas na Bienal do Livro? Não foram em vão e as coisas não surgiram como um passe de mágica. Por fim, espero conseguir transmitir todo esse meu amor para vocês com meus posts e publicações em redes sociais, porque, honestamente, nunca é tarde para começar e eu vou ficar muito feliz de ser, vezemquando, um jardineiro na cabeça de cada um de vocês.


Com amor,
Bru Gomes

Agora eu entendi

11 julho 2014
Imagem: weheartit.com
Quero fugir do clichê. Tudo o que eu penso, no momento, se resume a isso. Quero fugir do clichê das frases que escrevo, quero passar longe do clichê do amor, do emprego sem graça, da vida insossa. Quero a vida diferente de sua versão tradicional. Pretendo, aspiro, busco algo que ainda não foi escrito, que ainda ninguém viveu, que ninguém pensou. Mas onde estão as palavras que procuro? Não entendo. Já olhei de baixo das cobertas, dos sapatos jogados no chão; já busquei no Google, mas não encontro as palavras corretas. Toda a originalidade fez as malas e foi-se embora! Não deixou nem um bilhete de despedida. Eu fiquei aqui com a página em branco, que continuou em branco, pois me recusei a escrever bobagens cheias de clichês efêmeros. Quero a nuvem na cor roxa, o sol em tom de azul bebê, a grama branquinha. Percebe? Quero poder mudar tudo e dar um sabor novo ao sabor habitual. Quero palavras de trás pra frente, quero Paris na Itália e Veneza na França, quero mudar tudo. Você me permite? Me permite bagunçar tudo e colocar em lugares diferentes? Me permite amar do começo ao fim? Me permite amar e viver uma vida que não está nos livros... ainda? Porque do igual eu não quero nada. Nem o eu te amo, nem os beijos, nem a maneira de amar. Quero conhecer o desconhecido e fugir, sem pensar, daquilo que eu já conheci. E que tal começar buscando palavras novas no dicionário? Que tal escrevê-las em cartazes gigantes? Quem sabe andar de bicicleta e deixar o carro na garagem? Eu aceito, se não for igual. Aceito até mudar o meu próprio jeito, o cabelo, a roupa, o batom. Aceito doar os sapatos velhos, comprar outros e andar por outros lugares. Podemos viajar de carro sem destino? Vê que eu só quero fugir do que não dá frio na barriga ou "borboletas no estômago". Podemos tudo! Podemos pensar diferente e até agir diferente. 
Quero fugir, mas tudo o que encontro são clichês pensados, criados e formatados para mim: olho no olho, filmes, cobertas, carinho, flores, passeios de mãos dadas, textos melosos, livros-de-mulherzinha, pacotes de chocolate, algumas taças de vinho. Ok. Agora eu entendo. Não dá para fugir. Tudo vai se parecer e ser diferente na essência. Algumas cenas vão se repetir, mas o que é realmente importante vai mudar, variar, ter outra forma. Ok! Entendi! O clichê também é bom, porque dá para colorir de outra forma, dá para usar outro perfume, ir para outros lugares, amar diferente, mas com a mesma raiz. 
Tá bom. Agora tudo fez sentido. O clichê é minha sina. Vou amar de corpo e alma, entregar tudo e mais um pouco, mas é todo o resto que vai ser diferente. Pode ter flor igual, mas as mãos que as entregam serão outras. Pode ter saudade igual, mas a mensagem no final da noite vai sempre chegar no celular. Pode ter carta de amor, mas as palavras podem ser diferentes. 
Então tudo fez sentido. Agora eu entendi. 

Livro Um pouco além do resto, por Clarissa Corrêa

10 junho 2014
Todas nós, mulheres, temos um lado surtada de ser. Tem dias que viramos matadoras em série (só no pensamento, ok?!) e tem dias que resolvemos ser flores, borboletas e princesas. Nos dias de TPM somos todas uma savana: de leoas agressivas a cervos delicados e carentes. Clarissa e sua obra de arte feminina passeiam com graça e inteligência sobre esse mundo pouco explorado. Com palavras divertidas e cheias de segundas, terceiras e quartas interpretações, somos levadas a um mundo cheio de coerência e completamente maluco. Clarissa pega a mente da mulher brasileira, espreme nas páginas do livro e traduz o que nós, mortais, não entendemos de nós mesmas, acompanhada de uma ironia ímpar! Minha admiração pela crônica da escritora começa pelo título e não acaba. Só aumenta conforme vou virando as páginas de Um pouco além do resto. A capa tão perfeita e atrativa como o resto do livro faz com que o compremos pelo pré-julgamento. Ao terminar todos os pequenos contos, me sinto menos doida varrida e mando umbeijocomamorBruna para todos os imbecis que me julgaram durante a minha tensão pré menstrual abençoada e para todos que me julgaram quando me senti insegura e fui ciumenta. Eu sou NORMAL. Sou mulher e tenho um livro que me descreve! Clarissa me entende, então tudo está certo. Me sinto na obrigação de agradecê-la por ensinar a todas nós que é normal querer se enfiar debaixo do cobertor e assistir aos filmes mais depressivos do Netflix ou querer sair só pra levar cantada dos pedreiros na rua. E daí? E daí se posso ser delicada e amorosa e, no nanosegundo seguinte, te achar entediante e sem graça? Meninos, me desculpem a franqueza, mas mulheres são assim! Doidas e santas! Clarissa sabia do que estava falando quando escreveu, ou não sabia nada e acertou na escolha das palavras certas. Se um médico pudesse prescrever um livro como remédio, teríamos: "Olá, senhora. Você sofre de rompimento crônico de namoro. Tome Um pouco além do resto em doses cavalares e volte, caso precise de mais Clarissa para se curar.". E é assim que as coisas são. Muitas vezes as resolvemos com a leitura de um livro genial.


Por Bruna Gomes

1 ano de Blog da Bru

06 junho 2014

Oi, pessoal!
Estou um pouco atrasadinha, mas há dois dias o Blog da Bru completou um ano! Parece que foi ontem que eu comecei a organizar minhas ideias e a criar coragem para dar vida ao meu desejo de ter um espaço só meu. Foi em algum dia do mês de maio que levei umas ideias rabiscadas num papel em branco para que uma das minhas professoras da faculdade, a Ciça Toledo, me ajudar a concretizar esse meu plano. Ela me incentivou muito, me deixou animada e me deu várias dicas sobre como transformar todas essas ideias em algo mais concreto. No começo, eu não tinha um perfil traçado para o blog. Tinha pensamentos soltos e eu tinha que alinhá-los para que tivesse um bom resultado. Eu sabia que gostava de gastronomia, moda, maquiagem, livros, mas eram áreas distintas que poderiam me fazer perder leitores, ou melhor, eu não prenderia a atenção das pessoas que poderiam se tornar leitoras do blog. Eu imaginava que se abordasse todos esses assuntos em um lugar só, não conseguiria um público fiel, que voltasse a visitar minha página todos os dias. De qualquer maneira, eram dessas coisas que eu gostava e eu não conseguiria fazer um blog de um assunto só, deixando o resto de lado. Acho que eu perderia o encanto, ou perderia o ânimo de alimentar o blog diariamente. 
Fui contra a maré e decidi escolher um nome em primeiro lugar. Fiz várias listas de coisas que apareciam na minha cabeça, brainstorm, pedi sugestões, fiz muitas tentativas. Em um momento de cansaço, entrei no site em que eu compraria o domínio e tentei www.blogdabru.com.br para ver a disponibilidade do endereço (se ele estava em uso ou não). Para a minha surpresa, estava livre. Não hesitei e comprei, pois não queria perder esse nome. Somente depois desse 'tiro no escuro' é que comecei a dar um formato mais concreto às minhas ideias. 
Comecei o processo de criação do layout. Decidi que começaria postando tudo o que me desse vontade, sem uma rigidez de assunto ou tema. E que, ao longo do tempo, escolheria qual 'ramo' seguir. Mandei fazer o layout e quando a designer me mandou o primeiro modelo eu já me apaixonei. Achei a minha cara. Contei com o apoio e incentivo daqueles me cercavam e no dia 4 de junho de 2013 coloquei o Blog da Bru no ar. 
No início, eram poucas as visitas, mas passei a postar mais vezes por dia e encontrar assuntos que eram de interesse de um número maior de pessoas. Os views começaram a crescer e então aquilo já fazia parte de mim, da minha rotina, do meu pensamento. O que eu mais gostei de tudo foi o feedback que recebi de conhecidos que eu nem era muito próxima. Eles estavam gostando de ver o meu empenho e a minha insistência. Sem contar, que muitos já sabiam do meu amor pela leitura, escrita e pelo jornalismo. 
Conquistei pequenas coisas todos os dias. Foram coisas realmente importantes para mim como o reconhecimento de algumas empresas, de pessoas queridas e também fui ultrapassando algumas barreiras pessoais. Ter coragem para publicar minha opinião, ter regularidade e compromisso, melhorar minha escrita e minha atenção aos erros de português, enfim... Tudo melhorou com a inserção do Blog da Bru na minha rotina. 
O novo layout foi ao ar esse ano e ficou a minha cara! Ilustração: Larissa Jacob/Programação e design: Luiza Zambelli
Quero agradecer a todos que me ajudaram a dar os primeiros passos e espero, de coração, continuar passando minhas dicas e escrevendo sempre, pois é algo que me completa, me alivia e me deixa mais forte. Esse é só o meu começo. <3