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Paraíso Australiano - Post final

16 maio 2014

Para “começar terminando” este post final/ post de despedida/ post do adeus/ post the end, vou dar algumas Dicas Finais! Como eu tô com fome no momento em que escrevo este post, nada melhor que relembrar as delícias (em sua maioria, calóricas) que fizeram da Austrália, um lugar muito mais gostoso. É quase que obrigatório ir para a Austrália e comer o biscoito mais famoso da Oceania: o TimTam. Sério, você nunca comeu nada igual e vai ficar viciada nessa delícia (eu pensei seriamente em fazer um contrabando de TimTam pra trazer pra cá... AI QUE SAUDADES DE COMER TIMTAM – se alguém aí que estiver lendo este post for pra Austrália, por favor, me traz um pouco vai!) . Os australianos consomem anualmente cerca de 35 milhões de embalagens de TimTam! Pena que o único outro país que possui essa iguaria é o Canadá (Pô Brasil!). Tem vários sabores: Original, Double Coat, Chewy Caramel, Dark Chocolate, White Chocolate (para mim, o melhor é o double coat, que é o original, chocolate ao leite só que com mais chocolate). Uma forma divertida de comer seu TimTam, feita pela maioria dos australianos é: comer as pontas do biscoito e utilizá-lo como canudo para beber café ou chocolate quente.



 Ah, gente... Tem também o Banana Bread. Pode parecer estranha essa combinação de pão e banana, mas acreditem, eita pãozinho delícia! 


Outro prato que você verá muito se for para a Austrália é o Fish And Chips – que é nada mais nada menos que: peixe com batata frita (geralmente acompanhado de salada).


Deixo aqui, também, uma pequena listinha de custos básicos da vida australiana. Para você que não tem nem noção de quanto custa um leite, por exemplo, isso aqui pode ser útil na hora de você estipular seus gastos diários antes de viajar.

A moeda Australiana é o DÓLAR AUSTRALIANO e, hoje, ele está custando aproximadamente 2,06 reais, quase a mesma coisa que o americano.
A tomada na Austrália também é bem diferente, mas nada que um adaptador universal não resolva (há venda nos aeroportos e também em lojas de qualquer shopping – muito fácil de achar – Mas se alguém quiser o meu emprestado, só pedir!)



Esses dois links a seguir são muito legais para serem explorados: 

1) Eventos exclusivamente australianos: CLIQUE AQUI

2) Maiores eventos da Austrália: CLIQUE AQUI


Minha viagem me fez uma estimuladora nata do “se jogar no mundão”, pois viajar ensina a nos comunicar além das palavras, nos ensina a contemplar de verdade os pequenos (passamos a perceber que nem tão pequenos assim) momentos;  isso porque a emoção desafiadora de, por exemplo, uma caminhada até a escola pela primeira vez num lugar com almas, paisagens e aromas completamente desconhecidos, torna tudo naturalmente mais excitante. Sabe por quê? Pois quando viajamos inconscientemente nos abrimos mais para tudo aquilo que o mundo pode nos oferecer. Estando num lugar onde ninguém nos conhece, a gente “se permite”; conhecendo o outro nós acabamos nos conhecendo melhor, nós nos reinventamos, damos o lugar do medo àquela coragem que talvez não tivéssemos no nosso ambiente natural, na nossa zona de conforto. E é isso que nos faz sentir mais vivos do que nunca. Conversamos com estranhos, rimos dos nossos próprios micos, vemos o lado bom dos problemas  e nos permitimos aprender com eles.  Nós nunca voltamos os mesmos de uma viagem. Posso dizer que voltei uma Bia diferente, com certeza uma Bia mais feliz.  E não foi só a viagem em si que me trouxe esse sentimento interior de felicidade; foi o fato de eu ter me descoberto uma amante desse “tipo de vida” que consiste basicamente em : viver intensamente.



Minha singela homenagem àqueles que tornaram minha viagem ainda mais maravilhosa. Com vocês, aprendi que momentos mágicos se tornam ainda melhores quando temos com quem compartilhar. Obrigada pela parceria e pelas memórias que vocês deixaram em mim. 

Sintam-se inspirados! 


Mil beijos,
Bia Meirelles

Passeando em Sidney, por Bia Meirelles

09 maio 2014

A cidade de Sydney é repleta de pontos turísticos MARAVILHOSOS. Alguns deles que (mesmo sendo clichês) valem a visita são: Opera House (e depois passe tomar alguma coisinha no Opera Bar - não necessariamente só a noite! Ele funciona durante o dia e é uma delicia); Harbour Bridge (cruzar esta ponte te renderá fotos maravilhosas em apenas 15 minutinhos de caminhada – vale super a pena!); Royal Botanic Garden (do lado do Opera, um parque lindo ótimo para um piquenique); Tower Eye (é bacana ver a cidade de cima. Vai te deixar ainda mais apaixonado por Sydney); o museu de cera Madame Taussaud’s ( o museu de cera, ótimo passeio para aquele dia chuvoso que não dá para ir à praia);  Featherdale WildLife Zoo (vale a pena a viagem de uma hora pra quem quer chegar bem pertinho dos coalas);  Morissett (parque gratuito cheio de cangurus livres leves e soltos! *dica: leve pão se quiser ganhar o coração deles); quem gosta de arte não deixe de ir ao Museu de Arte Contemporânea; também não volte sem dar um passeio de FerryBoat! 




Vista à Tower Eye
Fugindo um pouquinho do comum, que tal alguns passeios diferentes? Vou mostrar como um só lugar pode satisfazer gostos tão distintos, como Sydney pode agradar qualquer um!

Na Tower Eye, há um passeio chamado Skywalk que permite uma visão mais ‘privilegiada’, digamos assim, da cidade; é para quem gosta de sentir que está mesmo vendo tudo bem lá do alto. O piso de vidro ao ar livre traz a sensação de estar prestes a despencar de lá de cima a qualquer momento! Só pros corajosos!  (http://www.sydneytowereye.com.au/explore/skywalk/). Para os mais ‘relaxs’  a Tower Eye também oferece um Yoga nas alturas. É isso mesmo, uma aula de yoga com a vista maravilhosa da cidade lá embaixo! Tem como começar melhor o dia?  (Aqui uma viajante que aderiu à prática do ‘Yoga from the Sky’ super recormenda http://maladeaventuras.com/2014/04/09/o-que-fazer-em-sydney-yoga-from-the-sky/#more-2157)



A Harbour Bridge também é um ótimo exemplo dessa dualidade. Ela oferece uma passeio em que você a escala. Lembra quando eu contei esta aventura aqui no ultimo post? Dá uma olhada! Mas, por outro lado, se você é do tipo que curte os pés bem firmes no chão, tem passeio pra você também! A Harbour Bridge pode ser atravessada como você atravessa uma ponte normal. É uma caminhada de uns 15 minutinhos que tem uma vista deslumbrante! Olha só se to mentindo:
  


(Opera House, Harbour Bridge e Ferry Boat)

Beleza natural é o que não falta na Austrália. O patrimônio nacional e mundial conhecido como Blue Mountains foi definitivamente um dos lugares mais lindos que já vi. O passeio completo pelo canyon pode levar três dias, mas eu só admirei de longe (3 horinhas de trem + 30 minutos de caminhada e voilà!):


O nome Blue Mountains  - Montanhas Azuis - se refere aos tons de azul que as montanhas ganham no horizonte quando bate a luz do sol. Há ainda uma lenda por trás das Tree Sisters - as três pedras, chamadas de Três Irmãs.


Sydney também era linda à noite! Barzinhos deliciosos na Darling Harbour e pra quem quer curtir a night nas baladas, não deixe de ir na Ivy + Pacha (um prédio inteiro com vários ambientes inclusive uma poolparty - entrada gratuita todas as quintas-feiras).  Os pubs (geralmente localizados no piso térreo dos hotéis) também são muito populares e gostosos em qualquer dia da semana. Mas o que eu mais fiz lá na Austrália foi conhecer praia! Foram inúmeras e ainda não consegui escolher a mais bonita! Algumas das que conheci são:  Bondi (a badalad), Manly (20 min da big city), La Perous (paradisíaca! a agua tão calma que parece um lago) e, Tamarama, Maroubra, Shell, Coogee, Gordons Bay, Clovelly... (AH! Não deixe de fazer a trilha de Coogee para Bondi! Demora uma hora e pouco e vale super a pena, você passa por varias outras praias – algumas citadas ali em cima!). Eu aproveitava o transporte público SENSACIONAL (ônibus novos, limpos, com ar condicionado e que te já  deixavam com o pé na areia da praia!)  e sempre ia para a praia depois da aula – além dos fins de semana que dava pra aproveitar o solzão o dia todo! 


O Three Monkeys Pub, por exemplo, é uma delicia; e ao lado eu estou no Opera Bar!






Para encerrar esse post deixo aqui uma listinha com vários aplicativos que vão facilitar sua vida na hora de explorar esse paraíso australiano!  


Milhões de beijos e até semana que vem com o post de despedida! 
Bia Meirelles 

Aventura no paraíso australiano, por Bia Meirelles

24 abril 2014

Hoje eu vou compartilhar com vocês algumas aventuras australianas. Começando com o fim de semana mais incrível que eu já tive: o Surf Camp! 

Numa praia linda chamada Seven Mile Beach, há duas horinhas da big city Sydney, o “acampamento” (não, eu não dormi em barracas, mas a acomodação era estilo casinha de praia mesmo, uma delicia!) reuniu gente de diversas nacionalidades com um objetivo em comum: aprender a surfar! No facebook do Surf Camp tem várias fotos da galera surfando/caindo/pagando mico, mas tentando. Foram três dias aprendendo a surfar, conhecendo gente nova, provando carne de canguru (não me julguem! Num intercâmbio a gente tem mania de falar que tudo é pela experiência – e tem que ser mesmo), vendo o nascer do sol em frente ao mar, com direito à fogueira e violão. Foram dias inesquecíveis e eu confesso que me apaixonei pelo surf! Não vejo a hora de poder surfar de novo. Esse passeio foi divulgado lá na escola mesmo. Havia um calendário com passeios de fim de semana e com passeios a pontos turísticos da cidade. Tudo sempre com descontos! Os intercambistas agradecem! **Eles oferecem vários tipos de pacote de aulas de surf (vale a pena conferir aqui no site http://surfcamp.com.au/).**









 (Videozinho que eles fazem da galera durando todo o fim de semana! Uma ótima recordação!)

Ok, se você não é do tipo que curte água e gosta mais é de altura, nossa “Special Guest” da vez é  uma carioca que vai contar uma experiência incrível!

 A Laura tem 20 anos, é de Niteroi -RJ e se jogou na primeira aventura (morar em Sydney) há quatro meses e meio. Nos conhecemos na ELS (a escola de inglês – para os desatualizados confiram os posts anteriores) e ela se tornou uma grande amiga no tempo que eu estive por lá. A Laurinha me contou que desde que começou a planejar sua viagem já cogitava a segunda aventura: pular de paraquedas. POR QUÊ? Pois lá na Austrália não é preciso ter curso ou treinamento específico (deferente do Brasil) e por isso, o preço é menor. O skydiving foi um passeio “diferente” que ela encontrou para fazer com sua amiga Andressa como uma “despedida nas alturas”, já que a amiga estava indo embora da Austrália. Através do Grupon (acompanhar as ofertas é uma ótima dica para quem quer economizar!), a Laura achou uma super-mega-promoção do salto de paraquedas (que baixou de $402,00 para $185,00). O skydiving é algo que não se tem toda hora e em todo lugar, pois funciona em temporadas, então era uma chance única. Obs: é sempre bom ficar atento à previsão do tempo, quando a atividade depende dele, como neste caso. Quatro horas de trem e voi là! As meninas chegram à Goulburn para o grande dia. Foi necessário preencher um formulário e ouvir as instruções para realizar o salto. É legal saber que os instrutores, são todos profissionais do exército e recordistas de skydiving, o que passa mais segurança para quem vai pular.

Agora, para vocês rirem um pouco da desgraça alheia... Com vocês: Laura em seu momento de pânico há 13.000 pés de altura (na íntegra).



Olha aí as caras da Laura:

1) Putz, o que eu vim fazer aqui?! 

2) Agora só me resta rezar Ave Maria...

3) Ih! Ferrou mesmo!


"Entramos no avião, eram mais ou menos 10 pessoas com seus respectivos instrutores, e a partir desse momento eu comecei a me sentir mais próxima da morte. As pernas ficando dormentes, as mãos suando frio, respiração falhando... Pensei: pronto, não vai nem dar tempo de morrer em grande estilo, vou morrer aqui mesmo! É agora que eu tenho um piripaque! Enquanto eu passava mal de verdade e tremia igual vara verde, a peste do meu instrutor se aproveitava da minha desgraça para tirar várias fotos, rir muito e ficar me mostrando o aparelho dele lá que media a altura... O negócio não parava de aumentar os números e ele só falava: “Estamos subindo, está ficando altooo!”. Comecei a dar aquele chorada de leve pensando na pobre da minha mãe sofrendo com a perda de uma filha tão jovem, por uma rebeldia da qual ela nem fazia ideia, tadinha... Comecei a pensar na imbecilidade de pagar para morrer, para mim era o que eu estava fazendo. Rezei uns dez “Pai Nosso” misturado com “Ave Maria”, mas nada me acalmava, eu não conseguia nem apreciar a paisagem pela janela. Aí decidi falar para o meu instrutor que eu não queria mais, mas na verdade eu não tinha certeza ainda, eu só não estava sabendo lidar com o medo; na dúvida, eu preferi acreditar que eu não queria, apesar de estar completamente confusa. Falei: “Oi... Então, querido, estava pensando aqui agora... Eu quero descer.  Não quero mais ir não, fofo! Eu não estou me sentindo muito bem, então vamos deixar para a próxima, ok?!”. Gente, que sacanagem! A única coisa que aquele excomungado me respondeu foi: “Uhul! That’s our turn! Here we go!” (“Uhul! É a nossa vez! Aqui vamos nós!”) Depois disso a última coisa que eu vi foi a porta se abrindo e aquele vento absurdo sugando meu coração para fora. Eu, sinceramente, não sentia mais um mínimo membro do meu corpo, todos os meus músculos estavam congelados! Ele se posicionou na porta do avião, eu fiquei pendurada do lado de fora, tiramos mais uma última foto nessa posição (porque ele não tem a mínima sensibilidade com uma pessoa em princípio de enfarto), e JÁ ERAAAA! DES-PEN-CA-MOS!”


Depois de toda a tensão Laura disse que foram 40 segundos de queda livre e mais uns 15 minutos voando com o paraquedas aberto, cheios de adrenalina: “Vale muito a pena fazer pelo menos uma vez na vida! É uma mistura de sentimentos que você nunca vai sentir igual em nenhuma outra situação.” (dica da Laurinha!)


Há também um passeio muito legal para quem não tem problemas com altura. Estou falando de escalar a linda, famosa e altíssima ponte: a Harbour Bridge!  Já  imaginou ver o pôr ou o nascer do sol de lá de cima Pois é isso que a aventura promete: uma vista deslumbrante! E para isso, as escaladas acontecem bem cedinho ou no fim da tarde. ESSE VÍDEO mostra um pouquinho de quem se arrisca nesta aventura! 

Por fim, mas não menos importante, uma outra experiência única que eu tive foi o show do Avicii (é, aquele dj famoso do “heeeeyy brother”). Um parque lindo (o Centennial Park, em Sydney mesmo), com direito à brinquedo maluco de parque de diversões,  muitas vozes, fogos de artifício, chuva de papel picado, fumaça, e muita animação foi o cenário do show maravilhoso que ele fez. Maravilhoso porque ele enlouqueceu o público, de verdade. E tem como não se contagiar com tanta energia boa solta assim no ar? Tudo que faz nosso coração bater mais forte já é uma aventura. Com certeza esse dia eu transbordei emoção em forma de música.


Devo confessar que devido à vontade louca de querer pular/cantar/dançar/gritar e filmar tudo ao mesmo tempo, meus vídeos ficaram péssimos. Mas tudo bem, pra isso que serve o Youtube! Aqui tem um vídeo do nosso (novo) amigo Nadun que também estava lá e teve a capacidade - que eu não tive - de fazer uma boa filmagem. Assistam, só pra vocês sentirem a vibe e ficarem com vontade! http://www.youtube.com/watch?v=NTGM2frl7VU




Pra quem quer ficar por dentro dos festivais de músicas (não só eletrônica) que rolam lá na Austrália, vale a pena xeretar AQUI.

Bom, a dica mais valiosa que posso dar a vocês é a seguinte: não tenham medo de se arriscar. Não digo se arriscar apenas nos esportes radicais, mas a frase vale pra TUDO, tudo mesmo. Se arrisquem em pegar um ônibus para um lugar desconhecido, mesmo que você se perca, se arrisque em perguntar e conversar, mesmo com 99% de chances de falar bobagens, se arrisque em fazer compra num supermercado sozinha, se arrisque em experimentar de tudo, se arrisque a gostar de coisas novas e diferentes, se arrisque a superar seus medos e anseios, se arrisque em desafiar você mesmo todos os dias. Acredite, é clichê mas é muito melhor se arrepender de algo que você fez do que de algo que deixou de fazer! Qualquer experiência é válida e te trará muitas histórias pra contar e momentos para lembrar. Para quem se sentiu inspirado, vale a pena conferir mais venturas australianas aqui ó: http://www.australia.com/pt-br/explore/itineraries-ideas/adventure-journeys.aspx

Mil beijos e até semana que vem, 
com mais paraíso australiano! 
Bia Meirelles
  

Acomodação, escola e transporte, por Beatriz Meirelles

16 abril 2014

Eu fui sozinha sim, sem conhecer nada nem ninguém, mas fui preparada. Tudo foi planejado com antecedência (dica para pagar menos) numa agência de intercâmbios da minha cidade natal (Sorocaba), a Just Intercâmbios (Facebook da Just Intercâmbios) . Lá, recebi todas as instruções e viajei com tudo esquematizado na minha cabeça. Desde como pegar o avião até como se fazia para abrir a porta do meu quarto. É claro que isso não impede que problemas apareçam, mas, te dá uma segurança.
Apesar de amar o clima relax de praia, eu optei por morar na bagunça da cidade grande por motivos de: 1) não tinha mais lugar na praia, confesso e 2) facilidade de locomoção. E, olha, não me arrependo da escolha, pois, ao se pensar em ir e vir todos os dias da escola, melhor que se more perto. Vai por mim! A primeira coisa que você vai pensar em fazer quando quiser economizar um pouquinho pra ir naquela balada ou passeio  é cortar gastos com ônibus por exemplo. Ou seja, ir a pé para a escola é a primeira ideia brilhante que virá a sua mente –  e é bom viu! Te faz conhecer mais lugares, desenvolve seu senso de localização e, de quebra, você faz um exercício físico pra queimar tanto fast food que você vai comer!
Optei, também, por morar numa acomodação estudantil e não em casa de família, mas aí é uma opção bem pessoal mesmo. Conheço pessoas que preferem muito mais morar com uma Host Family. Tudo depende do que faz te sentir melhor. Tem gente que se sente mais segura numa casa de família e tem quem prefira, como eu, a independência de morar sozinha.


(Link2 era uma graça! Limpeza semanal e um “manager” gente boa que me explicou até como usar a máquina de lavar!)

A Residência Estudantil que eu morava chama-se Link2 (Site da residência Estudantil). Eu a encontrei em meio a diversas moradias que a ELS, a escola, indica para os estudantes estrangeiros. Para quem não sabe, Residência Estudantil é basicamente um apartamento (neste caso. Pois existem casas que também servem de residência estudantil; e pode-se dizer que é uma espécia de república, só que um pouco mais organizada, limpa e silenciosa) com vários quartos e áreas comuns como cozinha, sala e lavanderia. Lá só moram estudantes estrangeiros. A maioria era jovem, mas eu, por incrível que pareça, era uma das mais novas tanto em casa quanto na escola (a faixa etária era dos 20 aos 25 anos). Apesar de constatar que estrangeiros não são tão calorosos na recepção e no dia a dia quanto os brasileiros, eu aprendi muito sobre respeitar o jeito e o espaço do outro, sobre viver em comunidade e isso com certeza me tornou uma pessoa mais cabeça aberta, paciente e gentil.

A Link2 é bem nessa esquina do Bar da Broadway (é um lugar  tranquilo pertinho da Central Station)

Meu quarto era duplo e a rotatividade nas residências é grande (apesar de tudo ser extremamente organizado, com hora e aviso prévio de quem chegaria para dividir o quarto comigo). Tive uma roommate (ou flatmate = ”companheiros de quarto”)  italiana, uma indiana e uma brasileira. A mineira Tatry foi minha irmã mais velha na Austrália e foi uma alegria imensa conhecê-la. Minha companheira de caminhada até a escola e de fábrica de pizza na hora da janta (piada interna!! hahaha). Outro amigo que fiz na Link2 foi o suíço Pascal. Ele ficou de janeiro à abril, totalizando 13 semanas na Austrália (10 delas estudando inglês também na ELS e as 3 últimas viajando). Pascal topou ser meu “Special Guest” (convidado especial) da semana para compartilhar com vocês um pouquinho da experiência que ele teve lá.



Beatriz: Por que Austrália? 
Pascal: “Isso é muito fácil. Eu estava à procura de um país onde o clima fosse agradável e quente durante a época do ano que eu fui. Eu também sabia que a Austrália seria um lugar fantástico para viajar.”

Pascal disse também que a coisa mais difícil foi ter que deixar amigos e familiares para trás. Ele ficava imaginando como tudo seria sem eles e dá uma dica bacana para quem acha que vai morrer de tanta saudade. "É importante ter a mente aberta para novas amizades e viajar é uma excelente oportunidade para fazer amigos do mundo todo. Além disso, manter contato com seus familiares pode tornar tudo mais fácil. Saber desfrutar momentos incríveis em um país incrível faz tudo valer a pena. Pode ter certeza, que, assim que você voltar para seu pais, todo dia sentirá falta do que viveu”

Eu, Tatry e Pascal!

**Obrigada, Pascal, pela participação especial aqui no Blog da Bru!**

A escola, como disse brevemente no post anterior (pra quem não viu, está AQUI),  tinha uma ótima localização, era bem organizada e os professores, excelentes! Mesmo! Eu ia super feliz para a aula (sim, isso é possível! E não tão difícil quando se está na Austrália, né?). Conheci pessoas do mundo inteiro e treinei bastante meu inglês. 


Meu primeiro dia foi muito bacana. Eu fiz prova escrita, oral e uma entrevista para saber em qual nível iria cair. Existem diversos níveis e, de acordo com o que você já sabe do inglês e do seu objetivo de estar ali, parece que a aula foi feita especialmente para você. Toda semana abre uma “nova classe” dos níveis de General English, então, durante o ano todo você pode entrar no curso, na semana que você quiser (não tem uma data única de inicio de curso como, por exemplo, começo e meio do ano sabe?).


O transporte até a escola era geralmente ônibus, mas às vezes eu ia a pé mesmo (quando não acordava atrasada – é, não é fácil se acostumar com um fuso horário de 12 horas! No começo eu parecia um morcego). Vale ressaltar que o transporte público lá era impecável (deve ser mania de brasileiro ficar tão deslumbrado, porque infelizmente sabemos que aqui no Brasil o transporte publico é horrível). Tudo bem sinalizado me ajudou muito a aprender a me localizar. Mas uma dica boa é andar SEMPRE com o mapa do lugar, em alguns momentos só ele pode te salvar! E ele também vai te fazer encontrar lugares incríveis para visitar que você nem imaginava que existia. Lá na Austrália eu percebi que a maioria da população usa os transporte público e, além disso, notei que não se vê motos nas ruas. Há muitos pedestres também e outras opções de locomoção que valem a pena só pela visita, como no caso do trem (que tem 3 andares!) e do Ferry Boat, que te leva até a praia.


O transporte não é tão barato. Por isso, uma opção para quem vai usar muito ônibus,  trem ou ferry (ou todos), é comprar o cartão que chama My Bus, My Train, My Ferry ou My Multi. São várias opções em que você pode comprar para uma semana, um mês e até um ano. Eles também variam em 1, 2 e 3 e o preço depende da área que o transporte cobre. Por exemplo: para ir às praias mais distantes, só era permitido o My Bus 2, que era um pouco mais caro. Eu comprava o My Bus semanal para ir à escola, que custava em torno de 21 dólares australianos, pois compensava mais do que comprar os “singles” todos os dias (que custava em torno de 4 dólares).




O post de semana que vem trará uma aventura inesquecível que eu tive na Austrália! 
Continuem acompanhando! 
Mil beijos,
Bia Meirelles

Paraíso Australiano, por Beatriz Meirelles

09 abril 2014

(Tirei esta foto de cima da Harbour Bridgde! Coisa mais linda!)

Mais do que conquistar uma parcela da sua independência, viajar te faz mais rico. Não de conta bancária, mas de alma. A questão é que viajar te faz compreender a diferença básica entre viver e apenas existir. Aproveitei minhas férias de janeiro para me enfiar nesse desafio. Senti que era a hora certa. Foram horas e horas de voo até o destino final: o país dos cangurus e do surf, a Austrália.
Desde que pus os pés em território australiano, foi fácil me apaixonar cada dia mais pela cidade mais populosa do país: Sydney. Muitos perguntam por que escolhi Austrália e por incrível que pareça essa é uma pergunta difícil de responder, quando nem eu mesma sei. Posso dizer que foi uma empatia por tudo que já li e ouvi falar sobre o lugar (pesquisar é o segredo na hora de escolher um lugar que combina com você). No meu caso, eu queria viver esse clima de vida leve que a Austrália me passava, de surf, de Jack Johnson, de sol e mar, de paz, de dias ensolarados, de exótico. Tudo isso agregado ao meu maior objetivo: estudar inglês (porque a vida não é só passeio não!). Fui sozinha, com a cara e a coragem e me superei. Dentre tudo que passei e vivi, confesso que o momento mais difícil foi ter que deixar esse paraíso. Eu fiz um curso de inglês na ELS Universal English College, onde passava a maior parte do tempo e pude, inclusive, criar laços de amizades com pessoas do mundo inteiro. Tá aqui o site pra quem quiser conhecer (super indico!) e a escola existe em outros lugares do mundo também http://www.sydney.els.edu/en/. 
É fato consumado dizer que estudar inglês no exterior é completamente diferente de estudar inglês aqui no Brasil (e bom, tenho que concordar); sem contar o método de aula em si, o fator que mais influencia é a vivência da língua em tempo integral, afinal, você não tem escolha, é inglês o tempo todo, em todos os lugares. Isso te força a entender e aprender mais. É CLARO que encontrei muitos brasileiros lá, mas evitava falar português já que eu estava lá pra treinar o inglês, né?


(Minha sala de aula tinha gente da Rússia, Suíça, Comlômbia, Japão, República Tcheca, Itália, China, França, Alemanha e, claro, Brasil/  Meu curso era o "intensivão" – ia das 8h às 15h - e eu fiz o Upper Intermediate Level)

**A Bia Meirelles é aluna de Jornalismo, da Puc Campinas. Sorocabana por nascimento, mas viajante de coração. É minha amiga de infância, tem 20 anos e ainda pretende viajar muito!**