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Desabafo de uma vida (pseudo) adulta - por Júlia Groppo

19 agosto 2015

Imagem: google

Não, não existe um manual exato, uma macumba certeira e nem mesmo reza de vó que ajude. Decidir a profissão dos seus sonhos requer muita caminhada, experiências e crescimento. Com 17 anos, a gente acha que sabe de tudo, mas, meu caro, a gente não sabe é de nada! Sortudos são aqueles que, já no colegial, optam por uma carreira e acabam seguindo no ramo pelo resto da vida mesmo. Sortudos ou nem tanto, porque é bem legal também ter a possibilidade de mudar de ideia rs. Mas, conheço gente que troca de faculdade muitas vezes, ou então, se forma em algo e passa a trabalhar com coisas completamente contrárias. Amigos, amigos de amigos, namorado de amiga, professores, nossos pais... Todos já passaram por isso. É ERRADO? Claro que não! Explico: com 17 anos, não sabemos definir se gostamos mais do vermelho ou do azul, que dirá o que queremos pro resto de nossas vida, não é mesmo?!
Quando você entra na faculdade, descobre um mundo novo e totalmente diferente daquele que estava acostumado. E não, não me refiro às festas e à bagunça, mas sim ao belo tropeço que damos na vida adulta, nas grandes responsabilidades e na pressão em encontrar um estágio. É nesse momento que você descobre porque sua avó dizia ''Meu filho(a), aproveita enquanto é criança, depois a coisa aperta''. E COMO, NÉ, VOVÓ? É também nesse momento que você entende que a pressa em descobrir o que você quer ser na vida, já no colegial, é perda de tempo. Você mudará de ideia diversas vezes; pode até mudar de curso, de faculdade ou nem chegar a trabalhar com aquilo em que você se formou. O importante nessa caminhada é ir se descobrindo aos poucos, porém sem pressão, estresse ou nervoso. Faça cursos, fique um tempo fora do país, participe de palestras, encontros, workshops e você entenderá que não devemos -e nem precisamos- nos limitar. 
Aproveitem a quantidade de conteúdos disponíveis online, valorize as oportunidades que os pais de vocês lhes dão, mas saia da sua zona de conforto! O mundo lá fora é bem mais bonito e ele vai te transformar -para melhor- se você estiver disposta a enfrentar as mudanças. E, no final, quem sabe você consegue decidir ''o que quer ser na vida''.
Não há um manual a ser seguido. O que temos são nossas vidas, dias seguidos uns dos outros e muita coisa pela frente. Não existe ''vida certa''. Existe ''vida nossa'', e essa, cada um constrói a sua. Sem pressa, sem pressão, muita paciência e persistência, ISSO SIM.
Boa sorte aos vestibulandos de plantão e também aos meus amigos, que ainda não sabem dizer porque escolheram a faculdade que estão cursando! A vida é assim mesmo, gente: uma eterna descoberta.
Beijos, beijos
Ju

Por que não?

23 outubro 2014
Foto: Instagram @blogdabru
Ser aluna de Jornalismo é algo quase impossível de descrever. São picos de amor e ódio em questão de segundos. É uma rotina cansativa que muitos dizem ser "coxa" e, ao mesmo tempo, outros dizem que ser um curso difícil e exaustivo pela quantidade de material para ler e pela quantidade de trabalhos que precisamos fazer. Eu mesma, em um momento, amo com todas as minhas forças e em outros, tenho vontade de correr em círculos, gritando, esperneando (louca!!!!! <3).
Muitas vezes me perguntam: porque você faz jornalismo, se não precisa de diploma? E eu respondo:
Primeiramente, porque eu quero/porque sim/porque eu tô afim. Em segundo lugar, porque quase nenhuma empresa, hoje em dia, contrata jornalistas sem um diploma. Claro que existem exceções e alguém formado em outro curso, como por exemplo Relações Públicas, pode ser contratado para atuar em algum veículo jornalistico ou até mesmo na área da assessoria de imprensa (matéria que eles também têm na faculdade). 
A grande questão é, e eu me pergunto sempre, porque tanto preconceito com a profissão? Presumo que a resposta possa estar em torno de alguns péssimos exemplos que vemos na grande mídia. Mas, honestamente, por quê rotular todos os profissionais como "ruins", "péssimos", "parciais"? Por favor... Comecem a criticar (criticar não significa falar mal) os jornalistas individualmente, ao invés de generalizar.
Por outro lado, escuto de muitas pessoas totalmente o oposto do assunto tratado acima. Muitos dizem que estudar para ser jornalista é um belo, nobre e corajoso ato. E eu fico muito feliz quando escuto um elogio como esse. Vejo que não posso perder as esperanças na minha profissão. 
Também, há a questão da remuneração. Alguns estudantes vem me dizer: "Meu pai não quer deixar eu fazer jornalismo, porque não ganha muito." Bom... Para ser sincera, não acho que seja a profissão mais bem remunerada de todas. E não é mesmo. Mas de que adianta cursar medicina ou arquitetura se você não gosta das aulas? De que adianta cursar gastronomia, se você odeia lavar louça ou picar legumes? Entende onde eu quero chegar? São questões básicas que devem ser feitas para si mesmo. Quais são meus verdadeiros gostos? O que me faz ter vontade de viver? Estou disposto a enfrentar o dia a dia de um médico, ou de um professor de educação física, ou de um programador de computadores? 
Para mim, Jornalismo é uma profissão brilhante! Talvez eu não saiba exatamente o que virá na minha vida profissional, mas, no momento, mesmo com todos os altos de baixos desse curso, sei que é isso , com certeza, o que eu deveria estar fazendo no momento. 
Ah... Se começar um curso e não estiver amando, não espere chegar no terceiro ou quarto ano (embora antes tarde do que nunca) para desistir! Enfrente a resistência, que normalmente vem por parte dos pais, e mostre que você pertence a "outra praia". Mostre que você cometeu um equívoco, mas que está disposto a reverter a situação. Para evitar esse tipo de coisa, basta pesquisar, ler muito sobre e vale até entrar em contato com estudantes, que já cursam a faculdade que você deseja cursar. Quando fui escolher, pedi indicação de livros que alguns alunos de jornalismo estavam lendo e me joguei na leitura! Sem contar que eu nunca me dei bem com outas matérias que não tivessem a ver com a área de Humanas. Achei que o que eu tinha lido nos livros indicados era tudo o que eu queria para mim e para a minha vida. 
Não posso deixar de lembrar que meus pais sempre me apoiaram, mesmo que todo mundo me dissesse o contrário, porque, segundo as outras pessoas, Jornalismo não era uma profissão decente e eu iria ser "pobre". Tudo errado, minha gente! A profissão quem faz é você e, mesmo que algumas sejam mais valorizadas, o que importa é a satisfação pessoal. O resto nós corremos atrás! 
Tenho exemplos maravilhosos de pessoas que resolveram dar início a uma nova faculdade depois de anos formados! Ou de gente que emendou uma faculdade na outra... Nada impede de você escolher uma pós-graduação na sua área dos sonhos. Por que não? A questão é essa mesmo: Por que não seguir os nossos instintos? A vida é muito muito curta! <3

Por Bruna Gomes

Sobre o meu estágio na TGB Comunicação

10 março 2014

Meninas e meninos, futuros jornalistas, 
Como eu havia prometido, hoje vou contar um pouco sobre como eu consegui meu primeiro estágio definitivo (os outros foram só nas férias, pois não eram em Campinas). Bom, para começar acho importante dizer que quando a gente quer algo, não tem quem ou alguma coisa que impeça (na maioria das vezes, né?). Eu sabia que teria que arranjar algo para fazer na minha área, a da comunicação, mas no começo estava um pouco perdida, porque não sabia o que escolher. Televisão? Rádio? Assessoria? Impresso? Meu deus... O leque de carreiras que o jornalismo possui é muito grande. Principalmente para quem nunca havia atuado em nenhuma dessas áreas. Por fim, resolvi começar pelos meus próprios pés. O blog foi uma saída que encontrei para dar início a uma rotina mais regrada, que exigisse de mim um certo comprometimento, que me tirasse da zona de conforto. Queria algo que eu pudesse ser eu. Expor meus pensamentos, aflições, amores, passatempos. Eu queria um blog que servisse de portfólio para meus possíveis empregadores. O Blog da Bru me ajudou muito para encontrar o caminho que escolhi hoje. 
Uma vez, em um trabalho da matéria Assessoria de Imprensa da minha faculdade de jornalismo, conheci a TGB. Eu já havia conhecido, mas de maneira bem superficial, sem entrar muito em detalhes. Depois desse trabalho, fiquei sabendo que a Tábata Boccatto, a diretora e dona da empresa, também era blogueira. Achei isso muito legal e queria muito entrevistá-la para um post no meu blog. Corri atrás dela por email, telefone, Facebook. Fui chata, mas consegui! A partir disso, vi que ela divulgava alguns eventos no face, prováveis clientes da TGB. Comecei a ir a tais eventos, cobrir, fazer posts, mandar pra ela ler. Acabei conseguindo duas coisas legais: o contato com a Tábata e conteúdo atual para o Blog da Bru. Em um desses eventos, perguntei sobre estágio e ela disse que no momento não tinha vagas abertas, mas que se abrisse, ela me avisaria. Depois disso continuei sendo chata e insistente. Várias vezes fui perguntar sobre a vaga, falei que faria estágio sem remuneração, que eu não me importava com o dinheiro (o que acaba sendo comum quando você não tem nada no currículo e poucos querem te contratar; quero dizer, o dinheiro se torna uma das últimas coisas que você pensa em conseguir). Até que um dia, nas férias eu fui me oferecer novamente para a vaga e ela disse que queria marcar um café para falar de uma possível vaga de estagiária. 
Imaginem uma pessoa feliz! Imaginaram? Multipliquem por mil... hahahahaha sim! Eu queria tanto aquilo! A empresa tinha (tem, né!) tudo a ver comigo. Os clientes eram de áreas que eu super me interesso e eu não desisti até ter um lugarzinho para mim lá dentro. 
Onde eu quero chegar com isso?
Se você está cursando uma faculdade e não tem experiência para marcar naquela folha que chamamos de currículo, vá atrás de alguma empresa que você se interesse, pesquise profissionais que você possa acompanhar e aprender, pense que o seu primeiro estágio é muito importante, pois é ele que vai te abrir outras portas ou fazer você crescer dentro dessa empresa. É nele que você vai errar e aprender, errar e aprender, errar de novo e aprender mais ainda. Nessas horas, se a empresa realmente souber criar um estagiário, vai ensinar com muito cuidado e carinho e te ajudar a crescer. Mas tudo isso não depende só deles. Tem a ver com a nossa força de vontade, insistência (com educação e noção da vida, néee????) e amor pela profissão que escolhemos. 
Acredito que a maioria das profissões tenha algumas opções para seguir. Digo, caminhos diferentes, carreiras diferentes, basta pesquisar! Usem o Google sem moderação! 
A sensação de trabalhar, aprender, criar responsabilidade, conquistas, ao menos pra mim, é MUITO boa. Acho que muitas pessoas devem pensar como eu. Então vamos correr atrás do que a gente gosta e vamos dar o melhor de nós mesmos! A vida é uma só, gente, e não dá para voltar atrás!





Perfil: Tábata Boccatto, jornalista e blogueira

22 novembro 2013

Oi, gente!
Hoje trago para vocês o primeiro de uma série de posts novos nos quais eu entrevisto profissionais que são modelos para mim. A primeira profissional que eu escolhi é a jornalista e blogueira Tábata Boccatto, formada em Comunicação Social com bacharel em Jornalismo, pela Anhembi Morumbi Vila Olímpia, em São Paulo. Ela trabalha na área da assessoria de imprensa e é dona da TGB Comunicação, que assessora muitas empresas e personalidades. A Tábata também escreve em seu blog pessoal chamado Last Look, que eu adoooroo!! No blog ela fala sobre moda e beleza que a gente tanto ama! Uma das coisas que eu mais achei importante falar nesse post é sobre a diversidade do jornalismo. Você pode trabalhar na produção de jornais televisivos, jornais impressos, sites, rádios, blogs, assessorias de imprensa, mídia training... São diversas áreas que podem ser exploradas e a Tábata mostrou que dá, sim, para associar uma área com outra, sem perder a qualidade do trabalho. Querem ver a pequena entrevista que fiz com ela? Vem comigo!




1)Blog da Bru: Você já saiu da faculdade querendo entrar na área de Assessoria de Imprensa? Se não, qual era sua ideia inicial?
          
Tábata Boccatto: Sempre quis trabalhar com moda e até pensei em cursar moda, mas vi que no                 jornalismo poderia trabalhar na área. Logo de cara fui buscar vagas em assessorias voltadas para a moda, mas meu primeiro emprego foi como assistente de produção de moda...depois que consegui uma vaga no departamento de jornalismo da assessoria. O meu foco era a moda, então corri atrás de empresas do meio...nunca quis redação, achava que trabalhava muito, mas em assessoria também se trabalha muito e sem hora, principalmente as que atendem contas de moda / eventos.

2)Blog da Bru: Teve algum desapontamento com o jornalismo? Se sim, quais?

Tábata Boccatto: Não, sempre quis ser jornalista, sempre fui muito comunicativa. É uma área que existe milhões de possibilidades para se trabalhar, basta querer e ter amor ao que se faz.

3)Blog da Bru: Se pudesse escolher novamente, faria algum outro curso ou escolheria sua profissão atual?

Tábata Boccatto: Jamais, não seria outra coisa... Amo ser jornalista, sou comunicativa... Tem tudo a ver com meu jeito.

4)Blog da Bru: Tem algum sonho que ainda queira realizar na sua vida profissional?

Tabata Boccatto: Ah, tenho muitos! Quero que minha assessoria seja muito grande, com muitos grandes clientes, quero ter uma equipe grande... Enfim, quero que minha empresa cresça. Ela só tem 3 anos de vida, e ainda falta muita coisa, mas já estou feliz de onde cheguei e por tudo que conquistei.

5)Blog da Bru: Você lida com o Last Look de maneira profissional ou ainda é um hobby para você?

Tábata Boccatto: Na verdade ele era um hobby, mas hoje consigo ganhar dinheiro com ele. Por conta do trabalho, às vezes falta tempo para cuidar dele, mas tento sempre atualizar, fazer posts legais e os looks, que os leitores amam... Quando fico sem postar looks, começam a me cobrar. O blog me abriu muitas portas em Campinas e até mesmo para a minha empresa. Faço ele com muito amor e carinho.

6)Blog da Bru: Que conselho você daria para quem está começando no Jornalismo?

Tábata Boccatto: Diria que é uma profissão maravilhosa, mas se trabalha duro, muitas horas por dia... Seja transparente, esteja sempre informado, leia muito, se relacione e troque contatos... Um contato de hoje vai valer lá na frente... A profissão permite trabalhar em várias frentes, então não tenha medo.


Meus preferidos

31 outubro 2013

Gente, estou super leitora esses dias! Eu sempre fui e sempre vou amar ler, mas estou especialmente dedicada a isso ultimamente. Então aí vai mais um post super especial sobre livros. Dessa vez vou mostrar os livros que eu tenho sobre Jornalismo e os que eu mais gostei de ler. Espero que gostem!







Manual do Foca

Adorei esse, porque me ajudou super na hora de estudar. Ele mostra os princípios básicos do jornalismo de forma simples e dinâmica. Uma leitura boa para quem ainda está em dúvida sobre que curso escolher e está pensando em fazer Jornalismo. Para quem não sabe, foca é a maneira que os jornalistas inexperientes ou iniciantes são chamados. Muito legal mesmo!

Sinopse:
Não é raro que o mesmo jornalista entreviste hoje um astro de rock, amanhã seja escalado para conversar com um político e no dia seguinte cobrir a coletiva de uma cientista renomada. E como conseguir boas matérias de personalidades tão diferentes? Como dominar tantas informações e torná-las inteligíveis ao leitor? Este livro mostra as técnicas do jornalismo, da pauta e do texto. Ao embasamento teórico, a professora da UnB Thais de Mendonça Jorge agrega a experiência adquirida em alguns dos principais meios de comunicação do país. Assim, Manual do Foca: um guia de sobrevivência para jornalistas explica conceitos como notícia, lide e pirâmide, sempre recheado de exemplos. Ainda trata, com especial atenção, da pauta, da reportagem, da apuração e da entrevista. Para quem ainda não está familiarizado com o jargão da área, o glossário certamente esclarece as principais dúvidas. Guia imperdíveis aos jornalistas, estejam eles nas redações ou nas salas de aula.

Editora: Contexto / 231 páginas / autora: Thais de Mendonça Jorge

Jornalismo Diário 

Esse livro me acompanhou durante o terceiro ano. Quando eu cansava de estudar para o vestibular ou ia mal em alguma prova importante, eu corria para ele e recuperava a vontade de estudar. Ele mostra com muita clareza quase tudo o que um jornalista precisa saber para começar a carreira. É tudo muito explicado, com uma linguagem super acessível. A autora é um amor e eu tive a oportunidade de conhecê-la numa palestra aqui na Puc Campinas. Me fez gostar mais ainda do livro! 

Sinopse:
Dinâmico e interativo, Jornalismo Diário busca responder às dúvidas mais comuns de jornalistas iniciantes ou que já estão trabalhando em Redações. Ampliando a experiência de mais de dez anos à frente do Programa de Treinamento da Folha, Ana Estela de Souza Pinto conta casos reais, histórias e exemplos de renomados jornalistas. Sem a pretensão de ser um "manual completo", este livro, de uso prático e diário, apresenta os fundamentos da profissão e dá dicas e sugestões de exercícios. Trata também das principais ferramentas de trabalho, do perfil de um bom jornalista, dos primeiros dias na reportagem e das formas de ingressar no mercado de trabalho.

Editora: Publifolha / 340 páginas / autora: Ana Estela de Souza Pinto

Aprender Economia

Vocês devem estar me achando louca... Mas a razão por eu ter escolhido esse é maior. Ele traz uma super clareza para uma das matérias mais importantes do curso de jornalismo. Economia, para mim e para muitas pessoas, é algo muito complicado de entender. Esse livro me ajudou demais! Ele foi escrito por Paul Singer, um professor da Unesp. Ele tem uma didática fantástica e faz qualquer um entender o básico da Economia. 

Sinopse:

Se saber economia hoje é uma necessidade, nada melhor do que um livro preocupado com as pessoas comuns que na maioria das vezes não conseguem entender o "economês" que ouvem ou leem por aí. Resultado de um curso ministrado por Paul Singer, este livro trata a economia numa linguagem acessível e didaticamente consegue transmitir conhecimentos indispensáveis ao exercício da cidadania.

Editora: Contexto / 202 páginas / autor: Paul Singer

Com todas as letras - O português simplificado

Com todas as letras - O português simplificado tira as dúvidas mais corriqueiras que a gente pode ter no meio do caminho. Seria bom se todo mundo tivesse um desse. Mesmo ele sendo mais para consulta do que para uma leitura contínua, tem uma importância enorme!

Sinopse:

Com todas as letras - O português simplificado apresenta os principais erros do idioma e a melhor forma de evitá-los. Em linguagem acessível a leitores de todas as idades, aborda as questões gramaticais e de estilo que suscitam dúvidas com maior frequência. Esta nova edição está integralmente adaptada à reforma ortográfica vigente a partir de 1º de janeiro de 2009. Dessa forma, receberam especial atenção assuntos como a acentuação gráfica e o emprego do hífen, cujas regras sofreram muitas modificações pelo novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O livro, no entanto, não se limita somente a esses temas, tratando também de outros tópicos importantes, tais como a crase, a concordância, a formação do plural, a regência, o uso dos verbos, a grafia, a pronúncia e o emprego correto das palavras e locuções (principalmente aquelas que costumeiramente induzem pessoas ao erro). O texto e o conteúdo do livro foram totalmente revistos e atualizados, e os exemplos antigos, trocados por novos. O resultado aí está: uma obra afinada com a língua portuguesa de hoje, no estilo único e incomparável de Eduardo Martins. Com todas as letras - O português simplificado é uma ótima referência para aqueles que querem se expressar de maneira simples, fluente, correta e elegante.

Editora: Moderna / 277 páginas / autor: Eduardo Martins


A incrível arte da escrita e da literatura

22 outubro 2013

Desde pequena, me ensinaram que ler era algo essencial. Ao longo do tempo, fui vendo que ler era mais que isso. Ler me tornava mais esperta, mais ligada em tudo o que estava ao meu redor, ler até me dava mais assunto em uma roda de conversa. Com o passar dos anos, a leitura me presenteou com algo muito, mas muito maior que somente ler um livro por diversão. A leitura pelo prazer de aprender me apresentou à escrita. Essa dupla, com certeza, é grande parte de mim e acho que sempre vai ser. Hoje, eu compreendo que ler é o melhor caminho para o encontrar o nosso infinito. Bem... Eu só fui compreender melhor a grandeza disso tudo quando eu cresci, pois as pessoas mais inteligentes que eu conhecia (e que eu conheço ainda hoje) eram aquelas que amavam ler. O infinito que eu encontro na literatura, seja ela qual for, são as histórias diferentes que eu posso viver, mesmo que por alguns minutos. Essas histórias são como máquinas que me transportam para outros mundos, outras épocas, que me transportam para perto de outras pessoas. 

Minha relação com a escrita também é algo avassalador. Se algo diferente acontece, corro para o computador e destilo meus sentimentos. É algo fundamental para minha saúde. De verdade! É como tirar o nó da garganta, é como aliviar a vontade de chorar ou traduzir em palavras a minha satisfação de viver. E, claro, existe a profissão que eu escolhi para minha vida. O Jornalismo, mesmo que com todos os seus defeitos, está aí, mais destacado que nunca, para provar que a sociedade não sobrevive sem a leitura e a escrita, que compõem essa profissão. 

O jornalista Laurentino Gomes (ele não é meu primo ou qualquer coisa do tipo! rs), que escreveu os livros 1808, 1822 e 1889, conversou comigo justamente sobre essa arte que eu tanto amo. Laurentino também falou um pouco sobre o Jornalismo, profissão que rendeu a ele 30 anos de uma carreira muito premiada e cheia de conquistas.  Vamos ver?

Imagem: veja.abril.com.br
1)Blog da Bru: Quando foi que você decidiu se dedicar com exclusividade à criação de livros?

Laurentino Gomes: Eu trabalhei com repórter e editor de jornais e revistas durante mais de trinta anos, mas sempre tive um grande interesse pelo estudo da História do Brasil. É como se fosse uma paixão paralela à do Jornalismo. Em 2007, decidi transformar essa paixão em livros-reportagem. Na verdade, foi uma coincidência entre o meu interesse pessoal pela História e uma oportunidade que surgiu no meu caminho. A revista Veja, onde eu trabalhava até então, tinha o projeto de fazer uma série de edições especiais sobre a História do Brasil, que seriam distribuídos de brindes para os assinantes. Fiquei encarregado de produzir uma dessas edições, sobre a fuga da corte de D. João para o Rio de Janeiro. O projeto da Veja, no entanto, foi cancelado e eu decidi transformá-lo em um livro-reportagem por minha própria conta e risco. O resultado foi minha primeira obra, 1808, lançada na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2007. Três anos mais tarde, lancei 1822, sobre a Independência, e, agora, 1889, sobre a Proclamação da República.

2)Blog da Bru: Qual dica você daria para quem quer seguir carreira de escritor?

Laurentino Gomes: Em primeiro lugar, é preciso ler e estudar muito. Bons escritores são sempre bons leitores. Sem ler, ninguém apreende a escrever. Ler é uma das formas mais agradáveis e prazerosas de aprender. Quem lê consegue ir além dos limites da própria vida porque amplia seus horizontes com a experiência dos outros. Eu me habituei a ler desde a infância. Sou um leitor voraz até hoje e leio principalmente literatura de ficção, o gênero que, no meu entender, mais estimula a criatividade no texto. Além disso, para se tornar escritor é preciso paciência e senso critico. Geralmente, os primeiros textos são medíocres, não merecem ser publicados nem lidos por ninguém. O autor precisa reconhecer isso, persistir no esforço de melhorar a criação e se manter aberto à crítica dos outros.

3)Blog da Bru: Qual a fase mais difícil por qual você passou na hora de escrever seus livros?

Laurentino Gomes: Para mim, a fase mais difícil é a da escrita. Gosto mais de pesquisar do que de escrever. Por isso pesquiso sempre sozinho, em busca do prazer da descoberta relacionada aos personagens e acontecimentos. Na hora de escrever, é preciso ter disciplina, organização e senso de edição. Muitas vezes, eu demoro muitas horas, até dias, para encontrar o lead ou o enfoque correto de um capítulo. Isso pode ser bem desgastante para um escritor.

4)Blog da Bru: Qual é a melhor recompensa que um escritor tem após finalizar seu livro?

Laurentino Gomes: A melhor recompensa está no contato com os leitores. No meu caso, sempre fico emocionado ao ver que uma criança ou um adolescente passou a ser interessar pela História do Brasil depois de ler um dos meus livros. O carinho dos leitores é contagiante. Por isso, sou um escritor que bota o pé na estrada em busca dos leitores.

5)Blog da Bru: Que característica você considera mais importante em um escritor?

Laurentino Gomes: Um bom escritor precisa ter a habilidade de escolher as palavras para contar uma estória ou transmitir uma ideia. Ou seja, tem de saber escrever. Aplico nos meus livros o conhecimento e a experiência adquiridos como jornalista em mais de trinta anos de atividade como repórter e editor de jornais e revistas. Tento demonstrar com os meus livros que a História do Brasil pode ser fascinante, divertida e interessante, mas sem ser banal.

6)Blog da Bru: Qual foi o motivo que fez você escolher o jornalismo para sua primeira formação?

Laurentino Gomes: Na escola, quando eu era criança, sempre gostei mais de Ciências Humanas do que de Ciências Exatas. O que significa que minhas notas em História sempre melhores do que em Matemática, Física e Biologia. Esse interesse também me levou ao Jornalismo. 

7)Blog da Bru: O Jornalismo te deixou frustrado em algum momento da sua carreira?


Laurentino Gomes: Como em qualquer atividade, há momentos de alegria e também de tristeza e frustração na atividade jornalística. Isso aconteceu várias vezes comigo. Às vezes, era a apuração de uma reportagem, que não tinha ficado tão boa quanto eu gostaria. Também tive enfrentar divergências com chefes e colegas de redação a respeito da edição de uma ou outra material. Mas eu diria que na maioria das vezes foi mais feliz do que infeliz na profissão. Isso inclui essa etapa atual, na qual eu continuo a ser jornalista, mas trabalhando com outro format - os livros-reportagem.

Quem pensa em ser escritor? Já leram os livros do Laurentino? Quem vocês gostariam que eu entrevistasse?
                                                                                                                             

Vai prestar vestibular? Vem comigo!

19 outubro 2013

Vestibulandos do meu coração, eu entendo a angústia de vocês! Então vem comigo que eu preparei umas super dicas sobre o que vocês devem ou não fazer antes de uma prova!


Antes da prova

Dica 1: Não estude na véspera da prova!

Você não vai conseguir aprender em um dia o que deveria ter aprendido o ano todo! Só vai se estressar e ficar mais nervoso do que deveria.

Dica 2: Não vá para balada!

Parece uma dica bem estúpida, mas é essencial que você descanse a cabeça e o corpo antes de qualquer prova. Você pode, por exemplo, ir ao cinema, uma atividade que não cansa o corpo e ajuda a distrair a cabeça das preocupações.

Dica 3: Não coma e não faça nada que você não está acostumado.

Vamos combinar que comer um dia antes da prova aquela feijoada que você não está acostumado não é legal! Você pode ficar com enjoo, dor de barriga, dor de cabeça... Sei lá! A dica é manter sua rotina tranquila para não ocorrer nenhum imprevisto.

Dica 4: Organize-se para não perder a hora da prova.

Considere o trânsito, faça uma "check list" para não esquecer de nenhum item obrigatório, procure se informar sobre o local da prova com antecedência.

Dica 5: Não surte!!!

Procure se acalmar, mas principalmente pense que não é o fim. Se não der certo nessa, haverão outras provas e outras oportunidades. E, por favor, façam esse favor para vocês mesmos: não deixem que suas frustrações de outras provas influenciem nessa. Uma coisa de cada vez. Sem histeria!

**Essas dicas foram dadas por dois professores do colégio Objetivo Sorocaba Cacá Jacomuci e Sadao Mori, além da estudante e vestibulanda Letícia Carvalho**


Dica da Bru:

- Leve um lanchinho para comer durante a prova. Uma barra de cereal, uma barra de chocolate e uma garrafa de água, por exemplo, são grandes amigos do vestibulando. Além de matar a fome, ajuda a controlar a ansiedade e a manter a calma. Quando eu fazia prova, sempre levava e me ajudava muito!

- Apesar do controle necessário do nervosismo, ele é importante. Esse sentimento te deixa mais atento aos prováveis erros em exercícios, ao passar as respostas para o gabarito e também ao lembrar da matéria.

- Lembre-se: você está passando por uma fase difícil, mas ela te levará para uma das melhores fases da sua vida. Chega de estudar a matéria que você odeia no colegial! Você estará entrando para a faculdade que você escolher e que te formará na profissão que você quer levar para a vida! Todo esforço vale a pena e não desista!

Espero ter ajudado e, de coração, BOA SORTE!

Eu em 2012! Puc Campinas <3


Sem paixão, não há

16 outubro 2013


Hoje pude presenciar uma palestra em que Carolina Rodrigues, jornalista da rádio CBN aqui de Campinas, falou um pouco sobre o Jornalismo. Nessa palestra, ela nos contou sobre suas reportagens especiais, sobre como devemos tocar as pessoas com esse tipo de produção jornalística e mostrou com seus argumentos e histórias que ela deve ser feita com amor. Fiquei pensando sobre isso e cheguei à conclusão: tudo o que nós fazemos deve ser feito com paixão. Porque paixão é aquele combustível que nos impede de desistir. Paixão é aquele toque secreto que a gente acrescenta nas coisas que fazemos. Paixão é a substância que mantém o amor vivo. O que é um casal que está junto há mais de trinta anos sem aquela pitada de renovação necessária? Isso não é paixão? Tenho certeza que sim! Paixão é a dedicação que a gente investe num texto, é aquele gosto de quero mais ao ver um filme legal, é aquele bem estar ao comer algo gostoso. Ah, quanto exagero! Não. Porque eu consigo, sim, enxergar paixão nas pequenas coisas. Enxergo paixão naqueles que passam noites cuidando de outros em hospitais, vejo paixão nas pessoas que precisam perder peso, vejo paixão em mim mesma, quando tenho algum objetivo. O que falta no mundo não é só mais empatia, mais amor ao próximo, menos egocentrismo. Falta amor intenso por tudo. Passar a noite acordado, repetir algo que não deu certo, encontrar um amor novo, depois de uma decepção amorosa. E não existe paixão nisso tudo? Claro que sim! Grande parte do nosso esforço nasceu daquela centelha de amor que mora dentro de cada um de nós. E todos temos isso, só que às vezes não enxergamos, pois estamos cegos nos lamentando. Pode até se lamentar, porque ninguém é de ferro, mas não pára. Vai fundo, fica cansado, se cansa de novo, toma um banho frio e acorda para a vida. Mas não pode parar! Insiste, deixa o destino guiar sua vida, pare de querer ter controle sobre tudo. Sobretudo, deixe a vida te levar. Pare de cozinhar sua cabeça pensando em coisas desnecessárias e deixe que a paixão te leve para onde você deve ir. Só não deixe a centelha apagar.

Carolina Rodrigues, jornalista da Rádio CBN



Estudante de jornalismo: meu primeiro estágio

23 julho 2013

Muita gente não entende o porquê de eu ter escolhido jornalismo como profissão. Quase todos os dias alguém acha um caminho na conversa para me dizer que eu escolhi a profissão errada. Mas sabe de uma coisa? Se eu tiver que formar uma opinião sobre isso, eu preciso vivenciar a rotina do jornalismo. É preciso que eu forme minhas ideias sobre o assunto. Então resolvi que nas minhas primeiras férias da faculdade eu faria algum estágio. 

Minha madrinha, tia e jornalista preferida Adriana Passari

Através de alguns contatos na rádio Onda Livre, afiliada da Jovem Pan, de Piracicaba, consegui uma oportunidade de estagiar durante o mês de julho. A minha função seria auxiliar as duas jornalistas da rádio a produzir as notícias que seriam lidas por locutores, ao vivo e gravadas. Ao passo que eu deveria checar o email da redação em busca de informações enviadas tanto por assessorias de imprensa como pelos ouvintes. Também era preciso ler os jornais da cidade para saber o que estava acontecendo no município e região. O resto da minha participação no dia a dia da rádio se resumiria em acompanhar os passos daqueles que fazem a programação acontecer. O meu horário era na parte da manhã e eu conseguia curtir minhas férias na parte da tarde. 


Ao fim do mês tão esperado por todos os estudantes, eu estava encantada por esse meio de comunicação tão antigo na história do Brasil e de outros países. Consegui ter uma leve noção do que é manter a programação de acordo com o perfil da emissora.


Apesar da grande oportunidade que eu tive, acredito que qualquer tipo de vivência em sua futura área de atuação seja imprescindível para começar a caminhar na jornada de trabalho que enfrentaremos durante a vida. Eu sei que não vai ser fácil, que vai rolar muitas horas sem dormir, muitas datas importantes dentro de uma redação. Mas eu quero tentar. No próximo post, vou contar sobre o meu atual estágio, na área de assessoria de comunicação.

No estúdio de gravação do programa Esporte Piracicaba - 2012


Quem quiser saber mais sobre a vida de uma estudante de jornalismo, recomendo a leitura do blog Just Carol, escrito pela Carolina Barboza, minha colega de classe e blogueira! www.just-carol.com