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Você sabe o que é um Dog Walker?

08 abril 2014

Você já ouviu falar alguma coisa sobre isso? Dog Walker significa “Passeador de Cães” e essa é uma nova atividade que está em alta em nosso país atualmente. Os passeadores de cães são muito populares nas grandes capitas mundiais como Nova York, Londres e Buenos Aires. A atividade ganhou uma grande importância, pois as pessoas que moram nessas cidades geralmente tem uma rotina muito agitada e não conseguem disponibilizar um tempo para levar seus cães para passear. No Brasil, a cada ano que passa, essa atividade ganha mais espaço e fica cada vez mais forte. Nos dias de hoje, existem profissionais especializados em levar cães para passear. Também existem alguns pequenos empreendedores que possuem toda estrutura de uma empresa para poder passar segurança e credibilidade aos seus clientes.
Como a demanda vem aumentando muito, hoje existem alguns seminários e cursos de algumas horas para capacitar os interessados em atuar nessa área. Eu mesmo ofereço dois Workshops durante o ano, voltado para pessoas que querem se profissionalizar. O passeador de cães, além de gostar muito de animais, precisa conhecer um pouco de cada raça e seus temperamentos, saber o quanto de atividade cada cão pode suportar para evitar acidentes e saber utilizar os equipamentos de passeio de maneira adequada para que nem o cão, nem o ‘passeador’,  se machuquem.
Sua única função é levar cães para passear, pois os problemas de comportamento, de socialização e de outros tipos de treinamento devem ser responsabilidade de um adestrador capacitado. Alguns passeadores conseguem caminhar com até dez cães de uma só vez, mas é necessário levar em consideração temperamento, tamanho, idade e raça para que todos possam caminhar tranquilamente. O mercado pet vem se desenvolvendo e crescendo muito rápido com novos tipos de produtos e serviços, tudo para ajudar os proprietários e melhorar a qualidade de vida dos seus cães.



**Raphael Linares é treinador de cães especialista em comportamento canino, em treinamento de obediência e educação de filhotes e reabilita cães com desvios de comportamento, como agressividade, medo, fobia, ansiedade, frustrações entre outros. Foi formado com os ensinamentos de Dennis Martin, membro do British Institute of Professional Dog Trainers da Inglaterra, e de Dante Camacho, especialista em comportamento canino e campeão em diversas categorias de Agility. Contatos: www.raphaellinares.com /contato@raphaellinares.com/(19) 99162-7104**

O que é o clicker?, por Raphael Linares

01 abril 2014


O “clicker” é uma ferramenta inovadora e muito utilizada nos treinamentos de cães atualmente. Mas o que é um clicker e pra que serve? É um pequeno objeto que possui uma placa de metal dentro e, quando o botão do clicker é pressionado, emite um barulho, um sinal. O barulho por si só, a princípio não representa nada para o cão, mas a ideia é associar que, após o barulho do click, o cão ganhará uma recompensa, podendo ser um carinho, um brinquedo ou um petisco. O barulho agora passa ser um “marcador de recompensa”, ou seja, toda vez que o cão escutar aquele “click” ele saberá que virá uma recompensa interessante. Quando não escutar, provavelmente, ele buscará opções para acertar determinado exercício, a fim de ser recompensado. Essa ferramenta é muito utilizada em treinamentos de obediência básica, agility e até para modificação de um comportamento indesejado do cão.
Como o animal tem o raciocínio lógico, um click é o suficiente para ele saber se fez algo certo ou errado. É cientificamente comprovado o quanto essa ferramenta pode ajudar no desenvolvimento de treinamentos específicos e obediência dos cães. Esse treinamento dispensa a utilização de punições como trancos, puxões, barulhos que assustem o cão, entre outros tipos de aversões. Por esse motivo, podemos dizer que é baseado em tentativa e erro, pois o cão buscará diversas maneiras de ser recompensado quando está familiarizado com o treinamento. Vou dar um exemplo: quando o cão sabe que você está com uma bola, que é o brinquedo preferido, ele vem correndo e pula em você. Toda vez que ele pular para pegar a bola, não escutará o “click” e não receberá a bola. Ou seja, ele tentou pegar a bola pulando em mim, mas não era algo que eu queria dele, então ele errou. Agora ele buscará outra opção e digamos que eu queira que ele de apenas um latido (pedindo a bola). Assim que ele der um latido, aperto o “click” e jogo a bola para ele. Assim eu acabo de condicionar o cão a latir apenas uma vez quando eu estiver com a bola, ao invés de pular em mim.
Com a repetição do treinamento, aos poucos eu não vou mais precisar desse instrumento e esse comportamento se tornará padrão. É uma ferramenta muito interessante de se trabalhar, pois o cão e o condutor se divertem trabalhando e, com isso, o processo de aprendizado acaba evoluindo com mais facilidade. Essa é apenas uma de tantas outras opções que temos de treinamento, mas com certeza é uma das mais interessantes e divertidas. 

**Raphael Linares é treinador de cães especialista em comportamento canino, em treinamento de obediência e educação de filhotes e reabilita cães com desvios de comportamento, como agressividade, medo, fobia, ansiedade, frustrações entre outros. Foi formado com os ensinamentos de Dennis Martin, membro do British Institute of Professional Dog Trainers da Inglaterra, e de Dante Camacho, especialista em comportamento canino e campeão em diversas categorias de Agility. Contatos: www.raphaellinares.com /contato@raphaellinares.com/(19) 99162-7104**


Por que preciso adestrar meu cão?, por Raphael Linares

18 março 2014

Muitas pessoas questionam se realmente é preciso adestrar o seu cão. Esse questionamento pode ser muito amplo de acordo com o histórico de relacionamento com cães que essa pessoa já teve e o tipo de cão que ela tem atualmente. Alguns cães tem uma energia bem tranquila, são calmos e logo de início aprendem as regras da casa com facilidade não exigindo tanto de seus donos. Mas existem cães com a energia bem alta e que precisam de muita atenção para não se tornarem um pesadelo na vida de seus donos.
O adestramento cria um elo entre o dono e o cão proporcionando um relacionamento mais harmonioso de respeito e confiança. Não vejo o adestramento apenas como comandos ou truques para o cão, mas sim um meio do dono aprender mais sobre o seu próprio animal e entender que ele é diferente de qualquer outro.
É um erro pensarmos que um cão é sempre igual a outro que tivemos ou comparar com o do vizinho, pois o que outro faz com facilidade, talvez um novo cão tenha dificuldades de aprender rápido. Então, adestrar seu cão dá a oportunidade de saber o quanto ele pode ser especial, inteligente e conhecer seus limites.
Além de reafirmar esse elo de respeito e harmonia entre cão e dono, o adestramento estimula-o a pensar como pode agradar o seu dono e isso gera gasto de energia. Sendo assim, a maior parte dos donos que iniciaram o adestramento afirmam que seus cães se tornaram mais tranquilos depois de um determinado período de treinos.
Além dos comandos que vão facilitar a comunicação e o entendimento entre cão e dono no relacionamento diário, regras e limites começam a ser estabelecidos. Assim fica mais fácil e claro para o animalzinho entender o que ele pode ou não fazer. A melhor idade para iniciar o adestramento é a partir dos quatro meses de idade. Alguns clientes me procuram até mesmo antes para auxiliar que esses filhotes cresçam já sabendo as regras do novo lar.
Qualquer cão pode ser adestrado independente da idade. Existe um mito em torno disso, que afirma que os mais velhos não aprendem, mas isso não é verdade! Acontece que um cão que tem entre cinco e seis anos de idade pode ter mais dificuldades de aprender do que um de quatro ou cinco meses devido as suas experiências nesse longo período de vida. Um bom treinador vai identificar qual o melhor método para esses cães aprenderem novos comandos e comportamentos de maneira clara e positiva.


Imagem: Raphael e Luma

**Raphael Linares é treinador de cães especialista em comportamento canino, em treinamento de obediência e educação de filhotes e reabilita cães com desvios de comportamento, como agressividade, medo, fobia, ansiedade, frustrações entre outros. Foi formado com os ensinamentos de Dennis Martin, membro do British Institute of Professional Dog Trainers da Inglaterra, e de Dante Camacho, especialista em comportamento canino e campeão em diversas categorias de Agility. Contatos: www.raphaellinares.com / contato@raphaellinares.com / (19) 99162-7104**


Adotando um filhote, por Raphael Linares

27 fevereiro 2014

A chegada de um filhote em casa pode deixar todas as pessoas mais sensíveis e carinhosas com o pequenino, mas não podemos esquecer que ele é um cão e que dentro de pouco tempo esse pequeno e meigo filhote pode se tornar um grande e desastroso cão ao estilo “Marley”.
Precisamos ter alguns cuidados até mesmo antes de pegar um filhote e levá-lo para casa. Se você procurar um criador responsável, ele saberá da importância da mãe na vida do filhote nos primeiros 70 dias e ele não tirará os bebês de perto da mãe antes desse período mínimo. Filhotes tirados da mãe entre 45 e 50 dias (o que é comum), tem grande probabilidade de desenvolverem problemas comportamentais dos mais diversos tipos. Esse período é crucial para a mãe ensinar ao filhote algumas regras do mundo e, quando ele é retirado antes de aprender, cabe a você, agora dono e “mãe”, ensinar ao filhote algumas regras e apresentar o mundo de maneira segura.
Se você adotar um filhotinho de alguma ONG, provavelmente esse filhote foi resgatado e não teve tantos cuidados específicos como um criador teria para desenvolver seus instintos e habilidades. Tente se informar da história desse animal e notar se ele está saudável. Os filhotes podem não estar 100% e assim parecer mais calmos e tranquilos devido às suas limitações. Toda informação nesse momento é bem-vinda.
Após escolher e pegar o seu filhote, logo que chegar a nova casa, ele precisa ir direto para o cantinho onde irá permanecer a maior parte do tempo. Ele vai cheirar e explorar tudo. Deixe brinquedos para que o animalzinho interaja com esse novo mundinho e estimule-o a ter desafios com brinquedos interativos (aqueles que saem petiscos de dentro).
Estipule um horário para alimentação. Geralmente os filhotes comem de 3 a 4 vezes por dia. Nada de deixar comida à vontade, pois o excesso de comida não fará bem ao seu novo membro da família.
Se a vida desse filhote agora é dentro de um apartamento, estipule um lugarzinho para ele fazer suas necessidades, longe da cama e da comida. Eles são tão higiênicos quanto nós e não vão querer fazer suas necessidades perto de onde comem e dormem.
Existe um quadro de vacinas e ele deve ser seguido à risca de acordo com o cronograma estipulado pelo veterinário. Nessa fase eles são muito vulneráveis à doenças, mas isso não significa que ele não pode sair de casa. Pelo contrário! Seu filhote deve ter contato com lugares, pessoas e até outros cães que você conheça e que você sabe que não levarão problemas à saúde do pequenino. Isso é o que chamamos de controle de ambiente.
Expor o filhote à experiências para que ele aprenda é fundamental, mas é necessário ter 100% de controle sobre tudo que ele possa interagir. Sendo assim, você pode criar um filhote perfeito e evitar futuros problemas com o comportamento dele.

Foto: Cora – Filhote adotado

Por Raphael Linares

Adotando um cão adulto, por Raphael Linares

18 fevereiro 2014



Quando você decidir que esta é a hora de adotar um cão, você precisa definir qual será o “cão perfeito” para o seu estilo de vida. Optar por adotar um cão adulto pode ser uma excelente escolha. Um cão adulto tem o nível de energia mais claro e definido e você já consegue identificar com mais facilidade se esse cão é muito ativo e precisará de mais exercícios ou se é um cão mais calmo que gosta de atividades mais tranquilas. Também consegue perceber se o cão é mais dominante ou tende a ser mais submisso, tanto com outros cães quanto com pessoas.
Ter consciência das características do cão adulto pode influenciar completamente no estilo de vida que ele poderá ter de agora em diante e até no seu comportamento. Se você for uma pessoa mais tranquila e que não tem o hábito de praticar atividades físicas diárias, procure escolher um cão parecido com você, que seja calmo, que não demonstre ansiedade e que não tenha um nível de energia muito alto.
Agora, se você procura por um cão para ser seu companheiro de caminhadas e corridas diárias e gosta de levá-lo para todos os lugares com você, o seu cão certo será aquele que parecer sempre estar pronto para uma grande missão. Esse você reconhecerá logo de cara, pois costuma ser o que pula nas pessoas, dá lambidas e “beijocas” e late para chamar atenção.
É preciso sempre ser sincero com você mesmo, ter a consciência do tipo de energia e estilo de vida que você tem, para avaliar com racionalidade se o cão que você escolheu é exatamente o que você procura. Alguns cães adultos já devem ter passado boas ou péssimas experiências de vida e, aos poucos, você irá conhecendo realmente como ele é. 
A primeira coisa que você precisa conseguir de um cão adulto é o respeito! Você sabe que está pronto para recebê-lo em sua casa, mas ele não sabe que ali será o seu novo lar e que você se tornará o seu novo dono.
Deixar claro os limites do que pode e não pode logo nos primeiros dias é muito importante para que esse cão não ultrapasse limites e, futuramente, você não se arrependa da escolha que fez.
Infelizmente, muitos cães adultos acabam voltando para as Organizações após uma adoção com dificuldades de adaptação. Já participei, com alguns clientes, da escolha de um novo membro para sua família. Caso você precise de ajuda para escolher um cão, procure ajuda de um profissional capacitado para auxiliá-lo na escolha certa!

**Raphael Linares é treinador de cães especialista em comportamento canino, em treinamento de obediência e educação de filhotes e reabilita cães com desvios de comportamento, como agressividade, medo, fobia, ansiedade, frustrações entre outros. Foi formado com os ensinamentos de Dennis Martin, membro do British Institute of Professional Dog Trainers da Inglaterra, e de Dante Camacho, especialista em comportamento canino e campeão em diversas categorias de Agility. Contatos: www.raphaellinares.com / contato@raphaellinares.com / (19) 99162-7104**


Adoção consciente, por Raphael Linares

11 fevereiro 2014

Eu e a Maya, que adotei por ser um cão hiperativo e que hoje trabalha em alguns casos de reabilitação comigo.

Hoje em dia, adotar um cãozinho de uma ONG ou até mesmo resgatar algum cão abandonado nas ruas, é uma atitude muito nobre. Algo que não era muito comum ou bem visto algum tempo atrás. Felizmente esses cãezinhos acabam recebendo uma nova oportunidade de ter uma vida saudável e feliz quando salvamos suas vidas. Com certeza ele estará preparado para nos amar e retribuir com toda gratidão. Mas além de todo o carinho e amor que temos por esses animais incríveis, será que estamos prontos para nos comprometer em cuidar de outra vida pelo resto de sua existência?
Ajudo algumas ONG’s e protetores de animais com meu trabalho, e muitas vezes sou solicitado para ajudar alguma família que está tendo dificuldades no convívio de um novo cão que foi adotado. Quero ressaltar a importância do comprometimento que teremos em levar um cãozinho de uma feirinha de adoção ou retira-lo das ruas. Um cão precisa de atividade e educação (como uma criança) e dependendo de sua energia, ou se levarmos em consideração a sua raça, o nível de atividade e educação que esse cão precisará pode ser desafiador para algumas pessoas.
Antes de adotar um cão, seja sincero consigo mesmo se terá condições de cuidar do seu novo amigo: Você terá tempo para leva-lo para passear todos os dias? Terá condições de arcar com suas despesas fixas como alimentação, higiene, veterinário e vacinas? E se acontecer algum imprevisto, estará disposto e terá condições de arcar com os compromissos necessários? Quando paramos para pensar nesses questionamentos, teremos mais consciência da nossa responsabilidade diante de uma adoção. Muitas pessoas comovem-se com as histórias dos cães de ONG’s e cães que estão abandonados nas ruas, acabam levando o cãozinho para casa sem pensar no quanto terá que se dedicar por ele, e isso pode gerar um efeito muito grande com problemas de saúde e até problemas comportamentais sérios. Se você tem condições e quer se comprometer em cuidar da vida de um amigo peludo, com certeza existem diversas ONG’s e abrigos na sua região com o cãozinho certo esperando por você!

**Raphael Linares é treinador de cães especialista em comportamento canino, em treinamento de obediência e educação de filhotes e reabilita cães com desvios de comportamento, como agressividade, medo, fobia, ansiedade, frustrações entre outros. Foi formado com os ensinamentos de Dennis Martin, membro do British Institute of Professional Dog Trainers da Inglaterra, e de Dante Camacho, especialista em comportamento canino e campeão em diversas categorias de Agility. Contatos: www.raphaellinares.com / contato@raphaellinares.com / (19) 99162-7104**